Sicredi Integração RS/MG reúne associados para refletir sobre o uso da energia fotovoltaica

A preocupação com a preservação do meio ambiente aliada à oferta do Financiamento para Energia Solar e do Consórcio Sustentável motivou a Sicredi Integração RS/MG a reunir na noite desta quinta-feira (22) no Centro Administrativo, em Lajeado, associados e membros da comunidade da região para uma reflexão sobre as energias limpas e renováveis, em especial as de produção fotovoltaica. A situação do mercado e os detalhes importantes sobre a aquisição de materiais e equipamentos que promovem a sustentabilidade em residências e empreendimentos foram abordados pelo presidente da Associação Gaúcha de Energia Solar (Agesolar), Rodrigo Pereira Correa, e complementadas com depoimentos dos associados Sergio Schorr, Juliano Barckert e Rui Pedro Horn, os quais já instalaram seus sistemas e usufruem dos benefícios da geração própria de energia. Para finalizar, uma exposição com 17 fornecedores de todo Estado esclareceu dúvidas e encaminhou novas contratações para a região.

Gerente regional de Desenvolvimento, Fabrício Diedrich enalteceu o propósito do evento: “Nossa missão é agregar renda à sociedade e uma forma de fazer isso é proporcionando esses momentos de troca e interação com vocês. É um momento para aprendermos juntos”. Da mesma forma, o diretor executivo Luiz Mario Leite Berbigier destacou a atenção da cooperativa com a comunidade onde está inserida e a preservação do bem-estar das pessoas com quem ela se relaciona. “Vocês são tão responsáveis quanto nós”, afirmou.

Em sua explanação, Correa apresentou números do mercado, revelando que só o primeiro trimestre deste ano já registrou 37% do total das instalações feitas no Brasil em 2018. Trazendo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de 14 de agosto, ele apontou que, com 14.283 sistemas ativos, o Rio Grande do Sul perde apenas para Minas Gerais e São Paulo; além de ocupar a segunda posição no ranking nacional de geração distribuída. No top 5 das cidades gaúchas em instalações, Lajeado é a quinta colocada, ficando atrás apenas de Santa Cruz do Sul, Porto Alegre, Novo Hamburgo e Santa Maria.

Correa alertou para os cuidados na hora de contratar o fornecedor e citou pontos que precisam ser observados antes da aquisição quanto ao painel fotovoltaico, inversor solar, cabeamento e estrutura de fixação, ressaltando a necessidade do envolvimento de uma equipe especializada e de um técnico responsável. Ele também esclareceu sobre a possibilidade de uma usina abastecer diferentes locais, desde que seja o mesmo CPF e mesma concessionária no caso de pessoa física, ou uma filial no caso de jurídica, além dos condomínios e propriedades agrícolas. O presidente ainda defendeu os financiamentos para aquisição do sistema fotovoltaico e projetou o tempo de retorno dos valores investidos, afirmando que se trata de uma alternativa para adquirir um patrimônio próprio e que “deixa de jogar dinheiro fora”. Comentando que a energia elétrica aumenta em média 12% ao ano e que estimativas indicam que até 2023 ela dobrará de custo, ele declarou: “A energia fotovoltaica não é um investimento de risco. Se tu me perguntar, eu te digo: faz o quanto antes, tu não vai te arrepender. Não é perda de tempo. É ganho de capital”. Também estiveram em pauta as atividades desenvolvidas pela Agesolar, principalmente a luta contra a incidência de ICMS sobre a Tarifa do Uso do Sistema de Distribuição (TUSD), visto que não há comercialização de energia. Mesmo com essa cobrança extra, Correa garantiu:  “Ainda assim é muito viável”.

Linha de crédito
O Financiamento de Energia Solar e o Consórcio Sustentável do Sicredi podem ser utilizados para compra de sistemas completos para geração de energia solar, como painéis fotovoltaicos e sistemas de aquecimento. De acordo com Diedrich, podem ser subsidiados até 100% dos projetos residenciais, comerciais, industriais ou rurais, com as taxas mais competitivas do mercado e prazo estendido em até 120 meses. Como exemplo, ele cita a opção por quitação em até oito anos, cuja taxa é de 0,39% + CDI ao mês.

Associados satisfeitos

Entre os associados que compartilharam seu case de instalação esteve Sergio Schorr, proprietário da Construschorr, de Lajeado. A decisão pelo sistema surgiu da busca por uma energia ecologicamente correta e custo reduzido, e foi feita há três anos, quando a conta de luz variava entre R$ 6 e R$ 7 mil por mês. Hoje ela não passa de R$ 600,00 no inverno e fica praticamente zerada durante o verão, época em que a produção da usina atinge seu pico. Adepto das linhas de crédito da Sicredi Integração RS/MG, o empresário buscou o financiamento e hoje utiliza parte do que gastava com a concessionária para quitar o empréstimo, com a vantagem de ter o equipamento para si ao final do contrato. “O sistema é para se manter por 25 anos praticamente sem manutenção. Por enquanto, ao invés de pagar a conta de luz, vou quitar o financiamento e, pelo nosso cálculo, praticamente em seis anos ele se paga. Depois vou usufruir mais uns 20 anos praticamente só de benefícios”, considerou.

A redução dos gastos com energia elétrica também foi destacada por Juliano Barckert, da AS Pneus, de Lajeado. Diante dos constantes aumentos impostos pela concessionária, ele instalou em agosto de 2018 um sistema fotovoltaico com o auxílio da cooperativa e hoje sente os reflexos no caixa da empresa: “O custo mensal da energia que a gente tinha era maior do que a parcela do financiamento”.  O empréstimo adquirido junto à Sicredi foi essencial para a concretização do projeto, pois, segundo Barckert, a organização não dispunha do capital necessário para a compra à vista e não teria condições de comprometer seu giro com tamanho investimento. “Ficou muito mais fácil. A energia elétrica sobe toda hora, enquanto a parcela é fixa. O financiamento vai acabar, já a produção de energia solar é para sempre”, ponderou.

Fonte Simone Rockenbach

você pode gostar também Mais do autor

Comentários

Carregando...