Sicredi Integração RS/MG – Cooperativa reúne coordenadores e conselheiros para prestação de contas e palestra com Alexandre Garcia

Cerca de 300 pessoas se reuniram nesta segunda-feira à noite (05) no Centro Administrativo da Sicredi Integração RS/MG. Coordenadores de Núcleo, Conselheiros de Administração e Fiscal e Colaboradores acompanharam a prestação de contas do primeiro semestre de 2019 e, logo após, a palestra com o jornalista Alexander Garcia. Ele foi convidado para falar sobre o cenário econômico e político do Brasil, sendo uma forma de compartilhar conhecimento e informações com as lideranças da instituição financeira cooperativa.

Com bom volume de negócios, a Sicredi Integração RS/MG contabiliza desempenho positivo na primeira metade do ano. Dados apresentados pelo diretor executivo, Luiz Mario Leite Berbigier, registram R$ 1,6 bilhão em ativos administrados, um patrimônio líquido de R$ 203 milhões e um total de 52.031 associados. “Esse valor expressivo de ativos coloca a nossa cooperativa num status de porte grande dentro do segmento de cooperativas no mercado financeiro”, ressaltou. Após apresentar uma tabela com o desempenho nas 18 agências, Berbigier observou que o resultado de R$ 19,4 milhões obtido no primeiro semestre equivale a 62,6% do total de 2018. “Tudo indica que teremos um desempenho superior a 2018, já que em média estamos crescendo entre 15% e 20% ao ano”.

Berbigier e o presidente, Adilson Metz, também atualizaram o cronograma de expansão em Minas Gerais, onde no próximo dia 14 inaugura a segunda agência naquele estado, em Itabirito. Para 2020 já está confirmada a abertura em Cachoeira do Campo, um distrito de Ouro Preto ainda descoberto do sistema financeiro, além de Congonhas e Ouro Branco. Em âmbito de Vale do Taquari, a agência do Sicredi Empresas está em fase final de obras, enquanto que o próximo projeto a ser executado é junto à Univates. Numa parceria com a universidade, será instalada uma agência digital, diferente do modelo convencional. “É um projeto incrível, baseado na sustentabilidade e com um olhar voltado aos novos comportamentos e demandas das pessoas”, adiantou o presidente.

Política e economia brasileira

Com décadas de cobertura jornalística no currículo, Alexandre Garcia compartilhou com a plateia suas percepções a respeito da política e economia brasileira, os percalços dos governos, as tentativas frustradas de alguns planos econômicos e o momento atual e da gestão do presidente Jair Bolsonaro. Ao lembrar fatos históricos importantes, citou a Operação Lava-Jato, que para ele descobriu o maior escândalo do Planeta Terra. “Eu imagino o quanto ainda tem por ser descoberto. Foi um período em que se descobriu que as estatais servem para servir ao bolso dos políticos e cofres dos partidos, usando dinheiro do público, nosso”. Sobre a exposição de Bolsonaro e suas frequentes opiniões nas mídias, afirmou: “Não vejo como calar Bolsonaro dessa forma de agir, até porque fui porta-voz de um que fazia a mesma coisa, o Figueiredo, que devolveu o poder para os civis”. Garcia ainda criticou o pessimismo excessivo e pediu uma visão mais positiva. “Mostrei o Brasil de ontem e de agora, os estragos feitos, para ver se readquirimos o entusiasmo e otimismo”, disse.

Provocado por uma pergunta feita pelo presidente Adilson Metz, o jornalista também comentou sobre a democratização do crédito e o avanço do sistema cooperativo no mercado. Para ele, “é objetivo do governo a democratização do sistema financeiro, para não ficarem grandes monopólios de bancos. Sobretudo, dando força para um sistema como é o cooperativo”.

Fonte Simone Rockenbach

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