Oportunidades de negócios em energia renovável estarão entre os focos do Tecnovates

Lajeado – Autoridades regionais e estaduais, empresários, representantes de entidades e membros da Reitoria da Univates estiveram reunidos, recentemente, para discutir sobre oportunidades de negócios em energia renovável, um dos focos de atuação do Parque Científico e Tecnológico do Vale do Taquari, o Tecnovates.

No início do encontro, o reitor da Univates, Ney José Lazzari, destacou que entre as prioridades da Instituição estão investimentos em pesquisas nas áreas de alimentos e meio ambiente. “O nosso Tecnovates, que receberá novo prédio, já conta com diversas atividades em andamento, como por exemplo, os laboratórios de Unianálises. A ideia é dar continuidade aos projetos de pesquisa que já estão em andamento. Este momento é para discutirmos em que a Univates poderá investir na área de energia renovável e como os empresários poderão participar”, salientou.

Após, a conversa foi liderada pelo diretor administrativo do Tecnovates, Eloni José Salvi, que no início de sua fala destacou: “Oitenta por cento do Produto Interno Bruto (PIB) do Vale do Taquari provém do agronegócio e, por isso, é importante atrairmos ao Tecnovates empresas de base tecnológica. Elas serão convidadas a participar e terão que desenvolver novos produtos e serviços”, explicou Salvi.

Outro ponto destacado pelo diretor foi o tema energia renovável. “O Tecnovates tem como um dos focos de atuação produtos e serviços ambientais, e a energia renovável encaixa-se perfeitamente, ao prover a energia que precisamos, reduzindo a pressão sobre o meio ambiente, além de diminuir o uso de fontes de energia de origem fóssil, sabidamente mais poluidoras”, disse Salvi. Segundo ele, pretende-se criar no Parque um centro de estudos em energias renováveis, ajudando as organizações a viabilizarem a criação da cadeia de produção desses materiais no Vale do Taquari. “No momento que a legislação for favorável, o mercado estará preparado com muitos projetos. A Univates e as demais entidades estão engajadas e queremos desenhar nossa participação neste cenário”, salientou.

Salvi explicou ainda que, segundo dados de 2010, 19% da energia do mundo provém da energia renovável e que até 2060 a projeção é que a utilização de fontes como petróleo e carvão diminua para cerca de um terço do total. “Aqui no Brasil temos muita incidência solar, com uma média de 260 dias de sol, e os valores dos equipamentos e materiais para capturar essa energia está diminuindo”, acrescentou.

A coordenadora científica do Tecnovates, professora Simone Stülp, e o professor da Univates Odorico Konrad falaram sobre as pesquisas que a Instituição possui na área de energias renováveis, em especial energia proveniente da biomassa e energia fotovoltaica. Simone destacou as dissertações desenvolvidas no Programa de Pós-Graduação em Ambiente e Desenvolvimento, parcerias internacionais, parcerias com empresas, e falou sobre os laboratórios da Univates dedicados a estudos de energia proveniente da biomassa. Konrad falou sobre o laboratório de energia fotovoltaica da Univates e os resultados obtidos com uma das parcerias com empresas no estudo sobre biogás/biometano.

O principal objetivo do evento foi divulgar as parcerias que a Univates está formando para que seja possível aproveitar as oportunidades que o mercado de energia renovável está abrindo, por meio de fontes como a solar, eólica, hidrogênio e biomassa.

Saiba mais

O complexo do Parque Científico e Tecnológico do Vale do Taquari contará com cinco novos prédios, com 5,5 mil metros quadrados de área construída, que abrigará laboratórios nas áreas de biologia, biotecnologia e de química de alimentos, tratamento de resíduos da área de alimentos, e uma microusina de leite e derivados, além de espaços para as empresas alocarem seus departamentos de Pesquisa e Desenvolvimento, com investimentos de 23 milhões, dos quais 7 milhões são provenientes de verba pública e o restante da Univates.

Os recursos financeiros para consolidação do projeto do Tecnovates são provenientes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Governo Federal, da Prefeitura Municipal de Lajeado, da Secretaria da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico (SCIT-RS), por meio do BNDES, e da Fuvates – mantenedora da Univates.

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