“Cavalo encilhado não passa duas vezes”

No ano de 2021 o maior desafio da região será a retomada da economia, em uma crise que somou pandemia, estiagem e enchente recorde, e que atingiu os setores de forma distinta. A indústria de processamento de proteínas (carnes), obtive excelentes resultados, enquanto comércio e serviços, e o emprego foram fortemente prejudicados.

Mas há oportunidade para a região virar a página, de serviços ruins e da ausência de investimentos por parte da EGR –Empresa Gaúcha de Rodovias, nas estradas estaduais. Está em andamento, desde o ano passado, o projeto de modulação da nova concessão das RS (ERS), serviço técnico capitaneado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), contratado pelo governo do Estado. A RSC-287, no trecho de Tabaí-Santa Maria, já foi leiloada e teve uma empresa espanhola como vencedora, a qual duplicará toda rodovia.

Agora chegou a vez das ERS-130, 129 que inicia em Venâncio Aires, passando por Muçum até Casca. Outra rodovia incluída é o trecho da ERS-453 (Rota do Sol) de Boa União, em Estrela e até Garibaldi, na Serra Gaúcha. A Câmara da Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari (CIC Vale do Taquari), Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat) e Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat) têm acompanhado o assunto, com reuniões mensais envolvendo a secretaria extraordinária das parcerias do Estado, para contribuir com sugestões e garantir que a concessão seja eficiente e eficaz, tornando as estradas mais seguras, garantindo assim competitividade para os transportadores e garantia de entrega de matéria-prima e transporte de produto acabado.

E o cavalo encilhado?… Encaminhamos para os municípios lindeiros ofício solicitando uma avaliação das rodovias em cada trecho municipal para que definam gargalhos e pontos críticos da mobilidade e da segurança. Todo esse material será incluído no processo que prevê um cronograma de obras, e receberá projetos técnicos elaborado por engenheiros de trânsito e civis, para tornar a rodovia segura e permitir um crescimento organizado das cidades, em harmonia com a rodovia e não com ocupações e acessos irregulares, expondo a vida e a segurança das pessoas e dos trabalhadores do setor de transportes. As prefeituras precisam assumir a responsabilidade de construir de forma técnica, em convergência com as entidades regionais as soluções adequadas, ou ficarão mais 30 anos reclamando que não foram atendidas ou que o município vizinho foi beneficiado com trevos, pistas laterais e rótulas. Faça parte desse processo!

Ivandro Carlos Rosa

Presidente da CIC Vale do Taquari (CIC VT)

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