Aviário interditado se transforma em espaço multifuncional

Até um ano e meio atrás, Idemir Grana (51), de Linha Arroio da Laje, trabalhava com frango de corte. Eram cerca de 14 mil cabeças alojadas no aviário que, por nove anos, foi a principal renda dele e da esposa Maria Helena (46).

Acontece que no início do ano passado, o local precisou ser interditado pelo técnico da empresa integradora. Segundo Grana, ele alegou que o galpão necessitava de adequações para continuar a receber os lotes. O produtor até se mobilizou para reaver a situação, mas o local acabou por ser fechado até hoje. O caso está na justiça e Grana aguarda para uma possível reabertura.

Mas para não permanecer sem utilidade, o aviário se transformou em um local multifuncional. Desde que foi fechado, a construção abriga cerca de 40 galinhas poedeiras, além de alguns terneiros e vacas de engorda, criados em confinamento. Um e equipamento de trilhar e moer milho também é guardado no amplo galpão. Ele diz que quando o espaço foi fechado, os prejuízos foram notórios. “A gente vivia do frango e foi complicado ter que largar tudo. Agora a gente se vira como dá, usando o galpão para outras criações.”

As galinhas chegam a produzir até três dúzias de ovos por dia, as vacas e terneiras seguem fechadas, longe do tempo chuvoso e do frio. “A gente improvisa e se vira como dá. Por que ficar fechado se dá para usar para outras coisas?”

Além dos animais alojados no aviário, o casal possui vacas de leite, supinos, planta milho para fazer silagem e ainda pretende voltar a criar frangos de corte. “Quem sabe a gente volte a receber os lotes, mas tudo depende. A gente teria que investir uns R$ 100 mil e isso precisa ser estudado.”

Outra alternativa de diversificação encontrada por Grana foi a piscicultura. Ao redor da residência são três açudes com aproximadamente mil peixes. As espécies são as mais variadas como jundiá, traira, cascudo, húngara, carpa capim, carpa comum e lambari.

Para ele, mesmo ainda chateado com o fechamento do aviário, o importante é ter algo para fazer, sempre pensando na diversificação da pequena propriedade. “Ainda é bom viver no interior. A gente tem tudo, mas é preciso trabalhar para manter o que se constrói ao longo de uma vida. tenho muito orgulho de ser colono.”

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