Acil apresenta régua de sinalização histórica das cheias à comunidade

Equipamento está afixado na parede lateral da entidade na Av. Benjamin Constant e permite controle visual das cheias para a população. Segundo consta, é a primeira régua oficial aferida colocada à disposição da comunidade de Lajeado.

Lajeado – A Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) apresentou na manhã desta sexta-feira (21) sua régua de sinalização das cheias do rio Taquari. O equipamento foi desenvolvido pelos professores da Univates Sofia Royer Moraes (engenheira ambiental) e Rafael Eckhardt (biólogo) e está afixado na parede lateral da entidade na Av. Benjamin Constant.

O ato de apresentação aconteceu respeitando as orientações de distanciamento controlado e contou com a participação de lideranças empresariais, comunitárias, políticas e representantes de veículos de comunicação.

Segundo o presidente da Acil, Cristian Bergesch, o equipamento permite controle visual da subida das águas aos moradores e empresários das áreas alagadiças que sofreram com a cheia que atingiu o município no dia 9 de julho. “A régua é educativa. Ela permite que moradores e empresários tenham acesso à informação do nível que pode chegar a água e fazer ações de prevenção para suas casas e negócios,” explica. Segundo levantamento realizado, a régua instalada pela Acil é a primeira com medida oficial aferida colocada à disposição da comunidade lajeadense.

Para Bergesch, episódios que aconteceram no mês de julho não podem mais se repetir, pois a água invadiu residências e empresas deixando rastros de prejuízo para quem convive nas regiões atingidas. “Não podemos aceitar que, em 2020, os moradores dessas áreas fiquem em cima dos telhados, à noite, esperando resgate, e que os empresários percam computadores, máquinas, matérias primas e produtos prontos por não terem a previsão concreta do nível a que poderá chegar a água.”

Medição histórica

A engenheira ambiental Sofia informou que o equipamento foi concebido para evidenciar as medidas das quatro últimas cheias que assolaram o município. A de 1941, quando a água atingiu os 29,92m; a de 1956, que chegou a 28,86m; a de 1946, com 27,40m, e a de julho deste ano, quando a água chegou a 27,39m. “Com as demarcações, podemos preservar a memória e construir ações preventivas para o futuro,” justifica.

Segundo a profissional, a fácil interpretação do equipamento deixa claro o nível do rio a cada instante, facilitando a quem passa pelo local a projeção do ritmo de subida da água. “A régua dá o controle visual do avanço das águas. Isso ajuda todos que passam no local a ter a interpretação do nível por hora que ela vem subindo e permite a toda comunidade fazer a previsão das cotas que a água poderá atingir,” descreve.

Projeção de cheia

Para o presidente do Comitê Gestor do Plano de Revitalização do Centro Histórico de Lajeado, André Jaeger, a iniciativa da Acil é importante porque dá a noção de projeção de cheia aos moradores locais. “O equipamento vai servir como um alerta aos moradores, para que todos tenham tempo hábil para sair de suas casas antes da chegada da água,” acrescenta.

Segundo Jaeger, o equipamento que é de fácil compreensão em sua leitura permite aos moradores e empresários da região terem ações de prevenção mais concretas para não sofrerem perdas. “Com a visualização da subida da cheia, todos podem se preparar para não ter os estragos que foram causados no mês passado. Esses danos vão demorar até serem recuperados,” encerra.

Novas ações

O secretário de Planejamento de Lajeado, Giancarlo Bervian, esteve presente ao ato de entrega da régua. Informou que a prefeitura trabalha desde a última cheia em ações para evitar transtornos para os moradores e empresários. “Nós não podemos evitar enchentes. Mas a prefeitura está buscando tecnologias a serem implantadas, o que possibilitará termos mais tempo para agir durante a subida da água,” resume.

O equipamento foi produzido em aço, sendo o projeto arquitetônico desenvolvido pela arquiteta Kátia Eckert. A instalação da régua foi realizada a partir de medições feitas com equipamento topográfico usado pelos professores, que identificaram e aferiram a cota atingida pela última cheia.

Fonte Comunicação Acil Lajeado

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