15 anos de CIC Vale do Taquari

 

A Câmara da Indústria, Comércio e Serviços do Taquari (CIC Vale do Taquari) completou 15 anos de atuação, é hoje um símbolo da referência regional para assuntos que priorizam o crescimento econômico e social. Com a missão de representar, fortalecer e defender as organizações associadas e os interesses dos setores produtivos, a CIC Vale do Taquari busca através do associativismo reivindicar as prioridades para conquistar resultados.

Desde a implantação em 2005 foram muitas lutas, a entidade participou ativamente de ações como a histórica mobilização pela duplicação da BR 386, articulação para melhorias nas estradas da região (ERS 129, 130, 453), ainda na área da infraestrutura assuntos como a produção e distribuição de energia elétrica, questões como carga tributária, legislação trabalhista entre outros.

O atual presidente, Ivandro Carlos Rosa assumiu a gestão em abril deste ano, no meio da crise causada pela pandemia da Covid-19. O empresário que representa a Câmara de Indústria e Comércio de Teutônia (CIC Teutônia) destaca que em poucos meses na liderança da entidade o trabalho tem sido intenso para auxiliar a região nesse momento tão difícil. A atuação não se limitou ao âmbito empresarial. “Assumimos em meio a uma pandemia, que não encontra paralelo em nada parecido em nossa geração, impondo desafios impossíveis de dar conta, somente como entidade empresarial, então adotamos um pensamento sistêmico e a busca por medidas com efeito transversais a nossa região, buscando a convergência de esforços”. Estabelecemos um comitê regional de enfrentamento de crise, e para isso convidamos entidades regionais, igualmente comprometidas com a coletividade e com a superação da crise (saúde/social/econômica).

Buscamos através de indicadores e pesquisas do Sebrae/CNI/AGV, diagnosticar os maiores desafios, e propomos um planejamento de curto (enfrentamento da pandemia em todas suas faces), médio (retomada da economia) e longo prazo (solução de gargalos estruturais de infraestrutura e logística). Nos articulamos com reuniões com secretários estaduais, senadores, deputados federais e estaduais, no encaminhamento das pautas mais urgentes como (linhas de crédito, manutenção da operação das industrias, logística para o agro). Nos aproximamos do nosso associado, visando a melhoria na comunicação, com novos canais e novas formas de participação, com grupos de trabalho. No momento estamos viabilizando a implantação de um banco de dados regional em parceria com Sebrae, novas ações junto ao ministério e governo Federal, ações de apoio ao setor do turismo regional, sem perder de vista a representação de nossos associados e setores da indústria, comércio e serviços, a qual temos como missão de defender. ”

 

Depoimentos

A CIC Vale do Taquari reuniu depoimentos de ex presidentes que com muito dinamismo e liderança exerceram o cargo.  O primeiro foi Oreno Ardemio Heineck, ele ficou à frente da entidade por quatro gestões.

ORENO ARDEMIO HEINECK – (2005-2014)

“ A criação de entidade empresarial regional que coordenasse as questões da categoria e que a representasse, com legitimidade e força, nas questões próprias e do Vale do Taquari, era sonho bastante antigo. Viabilizou-se em 2005 graças a três fatores principais: a) à ACIL, que nas pessoas dos Presidentes Ito Lanius e Nilson Gemelli proporcionou apoio incondicional, inclusive oferecendo local para a sede da CIC – VT e a primeira Secretária Executiva; b) à Univates que permitiu que seu Assessor Executivo da Reitoria, Oreno Ardêmio Heineck, empresário sócio da Acil e da Acisam, dispusesse de horas que dedicava à Universidade, para coordenar todo o processo de estruturação e criação da CIC – VT; c) a lideranças e entidades empresariais da Região que não só deram apoio à iniciativa, mas ajudaram na elaboração dos estatutos, formação da primeira Diretoria, deram a mão para que a novel entidade aprendesse a andar com forças próprias. Complicado citar nomes, sob pena de esquecer alguém. Mas me arrisco para fazer justiça aos que citar, sem querer injustiçar os que esquecer ou porque tomaria muito espaço. Mas todos eles sabem da importância do seu gesto. Vamos lá: Prof. Ney Lazzari (Univates), Paulo Hoppe e Egon Hoerlle (Vice-Presidentes Regionais da Federasul e da Fiergs), Gilmar Neitzke e Jair Metz (Estrela), Adailton Cé e Paulo Froelich (Arroio do Meio), Joselito Pariz (Encantado), Jorge Mörschbächer (Teutônia) e Sílvio Grandi (Roca Sales).

Outras regiões tiveram a mesma iniciativa, mas, ou as entidades regionais criadas não subsistiram ou, não assumiram protagonismo como a nossa CIC Vale do Taquari. Além do emprenho das suas associadas e dos seus dirigentes, também ajuda muito o apoio continuado da ACIL, o espírito associativista da Região, a disposição à interação por parte das demais entidades regionais e o espaço generoso que a imprensa regional sempre nos deu. Fator importante também a perfeita parceria com a Federasul, à qual hoje a CIC-VT também é associada, de onde sempre recebeu pronto apoio e disposição para ouvir-nos.

Penso que não cabe falar de realizações da CIC-VT pois não há realizações individuais dela, mas sim, sempre associadas às demais entidades regionais, às vezes de inciativa da CIC – VT, com o decisivo apoio das demais, e vice-versa. Assim como os nomes acima foram citados por integrarem o pelotão da primeira hora. Nestes quinze anos, na realidade, dezenas, centenas de pessoas, de forma anônima se dedicaram à entidade e às suas associadas, sempre de forma anônima e com espírito de doação. Aliás, no mesmo princípio que permite que a humanidade caminhe de forma organizada.

Ter colaborado para a criação da entidade, ser seu primeiro Presidente e até hoje ter oportunidade para colaborar e interagir com a CIC – VT, são fatos que me enchem de orgulho e agradeço ao bom Deus por ter-me proporcionado tal oportunidade.

Depois o empresário Ito José Lanius, representando a Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) assumiu por duas gestões.

ITO JOSÉ LANIUS (2014-2018)

“ Se olharmos o mundo tudo é sistêmico, ou seja, interligado e interdependente, assim também são todos os setores e atividades. A construção disso quanto mais liga tiver, mais sustentabilidade tem, mais também flui energeticamente. Nesse sentido a criação da CIC Vale do Taquari era uma demanda muito importante, justamente para ser o elo entre as organizações locais e empresariais com destaque para as Acis, Cdls que são importantes serem agregadas assim como atualmente estão as cooperativas. Sempre nos comunicamos muito com o setor público que rege o geral, mas também com toda e qualquer organização que possa ajudar a destravar gargalos, ou até mesmo potencializar algo produtivo, que seja interessante para a região, para as empresas. A entidade como um ente representativo já pautou vários temas, e é importante que se lembre sempre sintonizados com a Amvat, Codevat, Amturvales e outras tantas entidades, além das afiliadas para estarmos em sintonia e buscarmos no momento gargalos e em outros momentos até potencializar. A CIC Vale do Taquari se envolveu em temas como carga tributária, legislação trabalhista, na área da infraestrutura como rodovias, principalmente a BR 386, as RS 129, 130, o déficit energético, e tantas outras ações que sempre se trabalhou, inclusive a representatividade política. A CIC é uma entidade embrionária, se comparamos com organização que tem 30, 40, 100 anos, mas ela tem tido um papel importante. As entidades locais têm a representação do empresariado, no caso a CIC Vale do Taquari representa essas associações, e levamos essa fala até as entidades estaduais e isso repercute até a nível nacional. Eu vejo que a CIC VT se fortalece cada vez mais, somos a voz do empresário, do setor econômico, do setor que no passado só pensava em lucro, e que agora tem uma visão mais moderna, pensa na geração de empregos, o bem-estar social, o próprio respeito ao meio ambiente.”

Na sequência veio o empresário de Estrela, da Câmara do Comércio, Indústria e Serviços de Estrela (CACIS), Pedro Antonio Barth.

PEDRO ANTONIO BARTH (2018-2020)

“ Quando ingressei na entidade, por indicação de ex-presidentes, senti que o desafio era grande. Uma economia diversificada sem representação política estadual. Mas uma equipe de trabalho corajosa, competente e unida impulsionou nossos trabalhos.

Infraestrutura:

De todos desafios o de maior êxito foi o avanço para a concessão das Rodovias RS 129 – 130 e 453, fizemos inúmeras reuniões, visitas a secretarias estaduais para encaminhar a solicitação da duplicação das mesmas. Para a nossa alegria o projeto está na fase de estudos e modelagem, sob a responsabilidade do BNDS (trabalho de engenharia, estudo econômico e jurídico) com previsão das assembleias e o leilão para 2021.

A diretoria teve participação no encaminhamento da municipalização do Porto de Estrela. E acompanhou os projetos de alongamento e asfaltamento da pista do Aeródromo de Estrela.

Energia:

A CIC/VT teve um envolvimento, junto a esfera federal (Ministro Onix e Senador Luis Carlos Heinze) na reivindicação da isenção da taxa de energia solar.

Uma feliz notícia foi a instalação de mais uma rede alimentadora para o Vale, cuja subestação se situa no Costão (Estrela), fruto de empenho das diretorias anteriores.

Segurança:

A diretoria fez várias visitas às secretarias de segurança do Estado e Regional solicitando maior número de efetivos para o Vale. A CIC também teve participação na implantação da Polícia de Operações Táticas para atender a região.

Turismo:

A entidade deu muito incentivo a Amturvales para a abertura de novas rotas turísticas e em especial reativar a ferrovia Estrela-Guaporé para passeios turísticos.

A mudança da presidência da Federasul trouxe um ânimo para as associações do interior. Na liderança, Simoni Leite deu voz e muito apoio para a nossa região. Os nossos representantes junta a esta entidade também deram uma contribuição muito valiosa.

O nosso maior desafio é a representação política. Apesar da CIC/VT ter realizado muitas atividades com os candidatos, da última eleição, e região não elegeu nenhum representante. É difícil unir uma região com atividades tão diversificadas em torno de um único objetivo.

A humildade, saber ouvir e valorizar o ser humano. Saber trabalhar com as diferenças, ter mente aberta e receptiva a novas ideias faz com que as decisões contemplem mais pessoas.”

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