Vale do Taquari perde a regional do Sebrae para Santa Cruz do Sul

Mobilização de empresários do Vale do Rio Pardo foi fator importante na decisão. Além disso, a Capital do Fumo é destaque no Estado em desenvolvimento

Santa Cruz do Sul – Desde da última terça-feira, dia 16, a cidade passou a ser a sede regional do Sebrae/RS dos vales do Taquari e Rio Pardo. Lajeado perdeu o posto após uma mobilização dos empresários e comunidade do Vale do Rio Pardo. No entanto, mesmo com a mudança, o funcionamento do Sebrae em Lajeado continua normalmente, e a cidade não deve perder nada com a troca.

A gerente da regional, Liane Klein, afirma que a mudança da sede foi estratégica. “Santa Cruz do Sul está na segunda posição dos municípios que mais avançam em termos socioeconômicos no Rio Grande do Sul, de acordo com o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal”, justifica. Ela tranquiliza os empresários ao garantir que Lajeado não vai perder com a migração. “O que houve foi a mudança na parte administrativa, que estava no Vale do Taquari desde 2005. A equipe de Lajeado se mantém a mesma”, esclarece.

Lei

Além do destaque pelo bom desempenho de Santa Cruz do Sul, a cidade implementou a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. Em Lajeado, a norma existe desde 2009, mas não foi levada adiante. O secretário municipal da Indústria e Comércio de Lajeado, Léo Bolsi, acredita que a mudança não vai atrapalhar o município e a região. “Acredito que foi uma estratégia do Sebrae, que quis ir para uma cidade maior.” Sobre a legislação, ele diz que na próxima semana será realizado um segundo encontro para que a lei seja colocada em prática. “Assumimos há pouco mais de três meses e não sabemos o motivo de a norma não ter sido implementada. Formamos um comitê para tratar disso com urgência”, afirma.

Já Liane explica que a lei possui nove capítulos, sendo que o Sebrae prioriza parte deles. Os principais são a desburocratização. Por exemplo, o município liberar alvará com mais agilidade para a empresa, e as compras públicas, em que as licitações devem ser exclusivas para esses empreendimentos, fazendo com que se compre na cidade, gerando emprego, renda e arrecadação ao município. “Aplicamos um questionário e recolhemos evidências de que a lei foi implementada. Em seguida, o prefeito recebe um certificado.” A lei ainda regulariza e amplia, em boa parte dos casos, as vantagens da maioria das micro e pequenas empresas. Ela cria uma série de facilidades tributárias e de negócios.

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