Vale do Taquari contará com associação de criadores de abelhas sem ferrão

A partir deste sábado, dia 5, o Vale do Taquari passará a contar, oficialmente, com a primeira associação de criadores de abelhas sem ferrão. É nesta data que ocorre o evento para a aprovação do estatuto da entidade – que terá, provavelmente, o nome de Associação dos Meliponicultores do Vale do Taquari. A atividade – aberta a toda a comunidade regional – será realizada no Sítio Zanella (Rua Dom Pedro II), em Arroio do Meio, a partir das 9h. Os interessados que não souberem o endereço do encontro poderão se reunir, pouco antes, em frente ao mercado da Cosuel, na RS-130, próximo à entrada principal do município.

Um dos coordenadores da atividade o assistente técnico regional (ATR) em apicultura e meliponicultura da Emater/RS-Ascar, engenheiro agrônomo Paulo Conrad, garante que o pioneirismo da entidade não será apenas regional, já que não existe nenhuma associação no Estado que trabalhe exclusivamente com abelhas sem ferrão. Na avaliação de Conrad, a abelha sem ferrão possui um menor valor comercial do que a que possui o dispositivo, sendo menor procurada por produtores que querem investir em mel, por exemplo. “Em contrapartida, ela garante a polinização das plantas, servindo como hobby” afirma.

São nesse sentido os objetivos da associação. De acordo com o técnico, a sociedade ainda tem pouco conhecimento a respeito da importância destas abelhas. “É essencial reconhecer o seu papel na natureza, como vetor de polinizações, promovendo o equilíbrio do ecossistema, garantindo a continuidade das espécies” ressalta. O criador de abelhas sem ferrão nunca pensará exclusivamente em ganhar dinheiro. “Pensará muito mais na importância da manutenção do meio ambiente e em um tipo de atividade que alimenta muito mais a alma do que o bolso” pondera.

A parte técnica também terá importância, dentro das futuras atribuições da organização. “Como, atualmente, as pesquisas na área praticamente inexistem, a entidade também terá o objetivo de promover o intercâmbio entre os criadores que, afinal, são quem detêm o conhecimento” salienta Conrad. Aspectos relativos à legislação que, hoje, atua com certo rigor, também serão abordados. “Como entidade, poderemos estar presentes neste tipo de debate”. Para o futuro também não se descarta a criação de uma agroindústria para o processamento de mel, de forma legalizada.

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