Vacinação contra a febre aftosa começa no dia 2 de maio

Região deve imunizar 60 mil bovinos e bubalinos contra a aftosa. Os criadores devem cumprir a data estabelecida

Vale do Taquari – Mais de 60 mil bovinos e bubalinos sem idade definida serão vacinados contra a febre aftosa na região. As vacinas começam a ser distribuídas para os criadores a partir do dia 2 de maio, e a campanha se estende até 31 do mesmo mês, período estipulado pela Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa). Será a primeira etapa da vacinação. Em novembro acontece a segunda fase, quando somente animais com menos de 2 anos serão vacinados. De acordo com a Inspetoria Veterinária do Estado, é preciso que os produtores cumpram a data estabelecida. “É importante porque não podemos ser uma área de risco. Se o animal não for vacinado, fica vulnerável à doença. Ainda existem focos no Paraguai”, alerta fiscal estadual agropecuário, médico-veterinário Thiago Pinheiro Machado.

Tem direito a receber os frascos da vacina de forma gratuita o pecuarista que se enquadra no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que não esteja inadimplente com a inspetoria veterinária e que tenha no máximo cem cabeças de gado – no ano passado eram 50 animais.

Este ano, médicos-veterinários e técnicos da Prefeitura de Lajeado pretendem realizar a vacinação assistida. “Iremos sortear e acompanhar alguns produtores por bairro (Conventos, São Bento, Carneiros e Imigrante), porém, as visitas serão agendadas. No dia marcado, os veterinários irão às propriedades rurais e acompanharão a vacinação dos animais do início ao fim. Será uma orientação aos produtores de forma prática, quanto ao acondicionamento da vacina, aplicação e manejo dos animais”, afirma a médica-veterinária da prefeitura, Marinês Lazzari.

Conforme a chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal da Secretaria Estadual da Agricultura, Ana Carla Vidor, a primeira remessa das doses chegará aos municípios nesta semana. O segundo despacho acontecerá na metade de maio. Serão entregues 2,8 milhões de doses da vacina contra a febre aftosa em todo o Estado. O Rio Grande do Sul investiu R$ 3,8 milhões para adquirir o novo estoque, que, somado aos dois milhões de doses guardadas nas unidades de defesa agropecuária, deve ser suficiente para abastecer os produtores enquadrados no Pronaf.

Retirada da vacina

Para adquirir a vacina gratuitamente é indispensável que o produtor rural informe o número de animais e transporte as doses em caixa de isopor. Se o medicamento esquentar, perde o seu poder de imunização. Quem não aplicar a dose pagará multa de R$ 824,40 por propriedade, mais R$ 13,74 por animal não vacinado. A coordenadoria da região é responsável por nove cidades e tem os maiores rebanhos em Cruzeiro do Sul, com 12 mil cabeças de gado, e Boqueirão do Leão, com 11 mil. A maior cidade, Lajeado, tem um rebanho estimado em 4,5 mil bovinos e bubalinos.

Os próprios produtores aplicarão as doses. Os que não têm direito à vacina gratuita devem comprá-la na Associação Rural. Para comprovar que medicou o animal, o proprietário deve apresentar a nota de compra na Inspetoria Veterinária.

O Rio Grande do Sul está livre da febre aftosa com vacinação desde 2001. O último foco registrado foi no município de Joia. Na época, todos os animais da propriedade foram sacrificados.

A doença e sintomas

A febre aftosa é uma doença viral altamente contagiosa que afeta o sistema nervoso de animais que possuem dois dedos. Os mais afetados são bovinos de leite e de corte. A doença ataca em todas as idades, independente de sexo, raça ou clima. O vírus é transmitido pelo ar, pela água e alimentos. É sensível ao calor e à luz. Os sintomas da febre aftosa são a elevação da temperatura e a diminuição do apetite do animal. O vírus ataca a boca, língua, estômago, intestinos, pele e em torno das unhas, criando bolhas e aftas. O animal baba muito e tem dificuldade de se alimentar. Em razão das lesões entre os cascos, tem dificuldade de se locomover. Nos dois primeiros dias, a infecção progride pelo sangue produzindo febre; depois aparecem as vesículas na boca e no pé.

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