Unidades transformam dejetos em adubo

A Secretaria da Agricultura elaborou, em 2009, projeto de construção de unidades de tratamento, para reduzir a contaminação do solo e lençóis freáticos. Os dejetos começaram a ser transformados em adubo orgânico.

Com 16 unidades edificadas, metade dos dejetos produzidos pelo plantel de 85 mil animais é transformada em adubo orgânico, vendido para agropecuárias e floriculturas da região. O composto é usado em plantações de milho, pastagens, frutas e olerícolas.

Conforme o secretário, Valmir Morschheiser, o investimento na construção das primeiras estruturas chegou a R$ 110 mil, pois os equipamentos foram comprados de Santa Catarina. Com a fabricação na cidade, o custo caiu pela metade. “É uma alternativa viável e lucrativa, preserva o ambiente e possibilita aumentar a criação.” Porém as licenças para ampliar ou construir novas estruturas estão suspensas.

A secretaria faz vistorias em todas as propriedades para regularizar a armazenagem dos dejetos líquidos. Quem estiver irregular terá um prazo para fazer os ajustes. Caso não atenda as exigências, tem a licença ambiental cassada.

Após este processo concluído, serão liberadas novas licenças somente para os produtores que tratarem o esterco em composteiras. “Armazenar em forma líquida em lagoa não será mais permitido.”

Cada quilo de composto orgânico é vendido por R$ 0,22. Entre as vantagens do sistema, Morschheiser cita eliminação do cheiro, poluição ambiental e proliferação de moscas.

O município tem o maior rebanho de suínos em extensão no Estado. São 85 mil animais, distribuídos em 72 quilômetros quadrados. Se calculado por número de habitantes, 2.685, existem mais de 31 cabeças por pessoa.

O incômodo virou lucro

Para conseguir ampliar o plantel de matrizes, a família Daltoé, de Linha Alto Alegre, foi uma das pioneiras em instalar uma composteira em 2007. Foram investidos R$ 110 mil. A estrutura processa os dejetos das 1,7 mil matrizes confinadas.

Além do destino correto do líquido, Rogério transformou o problema em lucro. Toda produção é ensacada e vendida para uma agropecuária de Lajeado. A parceria foi firmada há um ano.

Por quilo é pago em média R$ 0,22, sendo embaladas duas toneladas por mês. Para atender a demanda, parte da matéria-prima é comprada de outros três produtores. “O suinocultor precisa estar consciente da questão ambiental, para garantir a sustentabilidade do seu negócio.”

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