Unidade de Referência Tecnológica em Soja é tema de atividade prática em Dois Lajeados

A Emater/RS-Ascar de Dois Lajeados promoveu na quinta-feira, dia 31 de março, uma atividade prática com o tema “Manejo Integrado de Pragas e Perdas na Colheita (MIP)”. O evento foi realizado em uma área cultivada de 8,5 hectares de soja da variedade BMX Ativa, de propriedade do produtor Tarcísio Zmijevski da localidade de Primeiro de Março. Na ocasião, além de atividades práticas sobre regulagem de colhedoras e de avaliação de perdas na colheita, foram apresentados aos participantes os resultados relativos ao monitoramento de pragas, doenças e plantas daninhas nas unidades de referência tecnológica (URTs) em manejo de soja dos municípios de Dois Lajeados, Roca Sales e Teutônia, que tem sido realizado pela Emater/RS-Ascar desde o segundo semestre de 2015.

Durante a atividade, extensionistas da Emater/RS-Ascar ressaltaram a importância de um acompanhamento técnico junto ao produtor, especialmente no que diz respeito a tecnologia relacionada ao uso de produtos químicos. “A nossa intenção não é a de abolir o uso, que sabemos ser necessário, e sim promover o manejo adequado e eficiente de aplicações de fungicidas, inseticidas, herbicidas e outros insumos, para que os agricultores não sejam penalizados pelo uso excessivo ou desnecessário”, enfatiza o assistente técnico regional na área de Culturas da Emater/RS-Ascar, Alano Tonin.

De acordo com Tonin, o monitoramento das lavouras e a recomendação para que o uso de agroquímicos seja feito no momento mais adequado e de forma eficiente, pode facilmente propiciar a redução do volume de defensivos utilizados em até 25%. Outra prática que faz parte do programa é a de fazer a avaliação de perdas na colheita, com fins de capacitar os produtores quanto aos aspectos construtivos das colhedoras, bem como suas regulagens. “E este é um dos pontos principais no que diz respeito as possíveis perdas na colheita”, observa Tonin.

No Estado, as lavouras de soja ultrapassam os 5 milhões de hectares de área plantada. “Imagina se cada produtor conseguisse qualificar os seus procedimentos a fim de evitar as perdas, nem que estas fossem na quantidade de uma saca de soja por hectare”, comenta. “Com o preço da saca batendo os R$ 70 reais, dá para se imaginar o quanto de recursos não seriam disponibilizados não apenas para o bolso do produtor, mas para todo o Estado, que teria parte desse valor revertido para si, no formato de tributos”, salienta Tonin. Para o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar de Teutônia, Michael Serpa, a média tolerável de perdas na soja é de um saco por hectare, sendo que, muitas vezes, esse número é três ou quatro vezes maior.

O MIP é considerado uma boa prática agrícola, sendo a estratégia do Estado a promoção e a utilização mais racional de defensivo, para reduzir os custos de produção, a contaminação ambiental e também dos agricultores.

Nos locais em que está sendo empregado, o monitoramento constitui-se em inspeções semanais para verificar o número e o tamanho das pragas existentes na lavoura, a incidência e severidade de doenças e a ocorrência de plantas daninhas, relacionando-as aos danos ocasionados com cada estágio de desenvolvimento da cultura.

Para Zmijevski, o anfitrião do dia, o monitoramento já começa a apresentar os primeiros resultados. “Fora o fato de que, por meio de um programa como este, conseguirmos perceber onde estão os nossos equívocos e no que precisamos melhorar”, salienta. Já o produtor Geninho Gavineski, da localidade de Linha Ernesto Alves, em Vespasiano Corrêa, onde possui 25 hectares de soja, saudou a atividade pela possibilidade de adquirir conhecimentos sem estar atrelado a nenhum tipo de “pacote tecnológico”. “É um dia de aprendizado, que será muito útil para todos que estão aqui”, enfatizou.

A atividade contou ainda com a participação do gerente regional da Emater/RS-Ascar, Marcelo Brandoli, que saudou a retomada do trabalho no Vale do Taquari, em um setor de grande importância econômica no Estado. “Nossa intenção, daqui pra frente, é a de nos aproximarmos ainda mais dos produtores de soja, promovendo outras ações, como, dias de campo, encontros, palestras e capacitações”, salientou, destacando ainda a importância do trabalho realizado em parceria com outras entidades.

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