União lança Plano Agrícola, e região critica outras medidas do governo

Os principais eixos do Plano Agrícola e Pecuário (PAP), que começa no dia 1º de julho deste ano e vai até 30 de junho de 2015, baseiam-se no apoio estratégico aos médios produtores, à inovação tecnológica, ao fortalecimento do setor de florestas comerciais e à pecuária de corte, além de ajustes no seguro rural. Ao todo, serão disponibilizados R$ 156,1 bilhões – alta de 14,7% sobre os R$ 136 bilhões da safra 2013/14 –, dos quais R$ 112 bilhões são para financiamentos de custeio e comercialização e R$ 44,1 bilhões para os programas de investimento.

O PAP foi lançado pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, no dia 19, em Brasília (DF). “Quero destacar primeiro, algumas reivindicações do setor atendidas nesta proposta. Conseguimos postergar para 1º de julho de 2015 a obrigatoriedade da contratação do seguro rural nas operações de custeio agrícola feitas por médios produtores”, comentou o ministro.

Realidade regional

Consultado a respeito do tema, quando se encontrava na manifestação do Grito da Terra Brasil, em nível estadual, na capital do Estado, o coordenador regional dos Sindicatos de Trabalhadores Rurais do Vale do Taquari, Luciano Carminatti, observa que a disponibilização de recursos para o custeio não significa mais problema, porque atende à demanda dos produtores familiares.

Segundo ele, há outras questões que preocupam os produtores, cujas bandeiras foram apresentadas nas manifestações do Grito da Terra Brasil. Ele não vê com simpatia o aumento da taxa de juros das linhas de crédito, no plano de 2014, além de criticar o veto da presidente Dilma ao projeto aprovado no Congresso Nacional, que aboliu a obrigatoriedade do emplacamento de máquinas agrícolas.

Outra questão levantada por Carminatti, diz respeito a falta de mais recursos para o programa de habitação Minha Casa, Minha Vida e às dificuldades criadas para que se possa contratar mão de obra eventual para auxiliar nas atividades da propriedade em decorrência do peso econômico que isso significa para o agricultor familiar.

Ao referir-se sobre à tomada de dinheiro para custeio agrícola à próxima safra de verão, Carminatti diz acreditar que as necessidades vão se assemelhar ao volume tomado na safra 2013/2014, dentro das demandas da região, para atender, principalmente, às lavouras de milho e soja.

você pode gostar também Mais do autor

Comentários

Carregando...