União familiar faz empreendimento rural prosperar em Progresso

Distante 20 quilômetros da sede, está localizada a comunidade de Alto Honorato, no interior do município de Progresso. É lá que vive a família Morari, em uma propriedade de 63 hectares onde cultiva fumo e atua com bovinos leiteiros e suínos.

As terras pertenciam ao patriarca Arminio (85) e à esposa Alvira (88). Foram assumidas pelo filho Anuar (55) e esposa Marlise (49), cujo casal toma conta de tudo ao lado dos filhos caçulas Giordani (20) e Mônica (17). As filhas primogênitas, Aline (29) e Alice (28), já deixaram a propriedade. Inclusive, Alice, é associada à Dália Alimentos, possuindo uma granja de 900 suínos, na comunidade de Xaxin.

Anuar, além de associado, também ocupa a função de delegado da cooperativa. Produtor assíduo no município de Progresso, figura como um líder comunitário, sendo presidente também da comunidade onde mora.

A principal atividade da família está na terminação de suínos. São três galpões automatizados com capacidade para alojar até 1.350 porcos. “Começamos em 2008, com 250 cabeças e hoje estamos com um número muito bom. Para isso, investimos R$ 230 mil na época”, lembra.

Entretanto, a visão de fomento e ampliação está no leite. Atualmente, são 18 animais em produção que geram o equivalente a sete mil litros de leite por mês. Segundo Anuar, as instalações são provisórias e devem ser reformuladas e ampliadas assim que a família quitar os financiamentos feitos nos prédios das instalações destinadas aos suínos, no próximo ano. “Nossa ideia é ampliar esse volume para dez mil litros de leite por mês”, projeta.

Outra renda para a família é o tabaco. Na safra atual foram plantados 40 mil pés de fumo nas proximidades da propriedade. A colheita deve ser realizada em breve.

Sucessão rural

Um dos diferenciais da propriedade é a união e a sucessão familiar. Os dois filhos caçulas permanecem em casa e não pensam em deixar o local. Mônica concluiu o Ensino Médio em 2013 e será umas das participantes do projeto da Dália Alimentos Sucessão Rural, que tem início no próximo mês para jovens da região de Progresso.

Ela conta que decidiu se inscrever para ajudar nos negócios do empreendimento rural da família. “Quero adquirir conhecimento para ajudar meus pais em casa, afinal, aqui também é um negocio, assim como uma empresa”, diz.

Ela pensa, também, em fazer um curso técnico em enfermagem para se profissionalizar, mas não quer deixar a casa nem o interior. “Aqui a gente se sente bem, junto da família, trabalhando no que é nosso”, fala.

O irmão Giordani faz eco à opinião da irmã e frisa que trabalhar no empreendimento familiar se torna viável e rentável, pois não necessita de cumprimento de agenda e é ele quem faz o próprio horário. “Fizemos o nosso horário e sabemos que estamos trabalhando firme para manter o nosso patrimônio. Trabalhar para nós tem outro sabor.”

Ele conta que soube de amigos que saíram de casa e foram morar em outras cidades, mas não se adaptaram e ganhavam pouco nos empregos. “Alguns amigos meus até saíram, mas não ganhavam a mesma coisa que no interior. Então não vale a pena. Prefiro ser meu próprio patrão, cumprindo a minha rotina”, garante o jovem.

Anuar diz sentir-se feliz e orgulhoso com o pensamento dos filhos em permanecer na zona rural. “Tudo isso que construímos e cultivamos foi pensando neles. Serão eles que irão dar continuidade ao trabalho que começamos.”

Perfil da assistência técnica

O técnico em Agropecuária Lucas Stoll (28) e quem atende à família de Anuar, assim como todos os outros associados de leite do município de Progresso, Marques de Souza, Canudos do Vale, Sério, Boqueirão do leão, Gramado Xavier, Barros Casal, Pouso Novo, São José do Herval e Fontoura Xavier. No total, são cerca ade 380 produtores assistidos pela cooperativa nestes municípios e atendidos por Stoll.

Ele formou-se no Colégio de Teutônia, no ano de 2004, e começou a atuar na Dália Alimentos em 2009. Desde então, presta assistência técnica a produtores da região de abrangência de Progresso. Para ele, “a assistência técnica é de extrema importância para o agronegócio da região. E um dos diferenciais que o sistema cooperativo proporciona, assim como a cooperativa Dália Alimentos, que investe em profissionais gabaritados para bem atender e levar conhecimento aos produtores.”

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