Turismo regional encontra forças para o crescimento na colônia

Imagine um morador ou nascido no interior, ele olha o campo, a vaca dando leite, os pássaros nas árvores e vê uma rotina, algo habitual. Mas pense: e aquela pessoa que sempre morou na cidade, vive em meio a prédios e a tecnologia. Para ela, tudo isso seria uma novidade.

É sob este olhar, do outro, que o programa Juntos Para Competir realizou nesta terça-feira, dia 27, em Arroio do Meio, o Seminário de Turismo dos Vales. Organizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) em parceria com a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) e Sebrae, o evento reuniu cerca de cem empreendedores do turismo.

Além da região, havia participantes do Vale do Rio Pardo e de Porto Alegre. Gratuitamente, eles assistiram às palestras Perspectivas, tendências e oportunidades no turismo, com Amanda Paim do Sebrae, e Turismo Rural: desenvolvimento e agregação de renda, com Maurício Schaidhauer.

Crescimento

“Procuramos mostrar aos empreendedores e àqueles que pensam em ingressar no ramo do turismo o que o mundo está pedindo. Agora, o que as pessoas querem é inovação, novidade. Coisas que o Vale do Taquari pode oferecer. É preciso criatividade e excelência no atendimento. Não é porque é rural que pode ser de qualquer jeito”, explica a turismóloga do Senar, Claudiana Y Castro.

Para o presidente do Caminhos da Forqueta, Paulo Reichert (57), seminários como este agregam conhecimento e fortalecem a região. “É muito importante para organizarmos melhor as propriedades e saber como receber as pessoas”, explica.

O turismo rural no Vale

A turismóloga considera que a rota, instalada no interior de Arroio do Meio, é um produto turístico pronto. “Assim como este, existem outros já formatados e tantos outros se aperfeiçoando, mas ainda há espaço. O que precisamos é lapidar e mostrar ao produtor que o retorno chega através do investimento na propriedade e em divulgação.”

Reichert conta que antes do lançamento do Caminhos da Forqueta, em 2013, especializações como esta auxiliaram, e muito, para que o projeto saísse do papel. “Mudou completamente quando passamos a contar com o apoio do Senar e do Sebrae. Passamos a nos preocupar com os detalhes. Melhoramos a estrutura das casas, o jardim está sempre limpo e arrumado e também nos vestimos melhor para receber.”

Hoje, a rota já conta com sete propriedades que trabalham com cachaça artesanal, apiário, horta, café colonial caseiro, restaurante e trilha pela mata nativa. “Há novos interessados se estruturando, mas aqueles que já participam estão bem satisfeitos. É uma renda extra garantida para a família”, conclui.

Turismo em números

  • Representa 9% do PIB mundial
  • Um a cada 11 empregos é na área (no mundo)
  • No último ano, países emergentes cresceram 4,4% no ramo
  • O Brasil é o 46º no ranking dos destinos turísticos mais procurados

você pode gostar também Mais do autor

Comentários

Carregando...