Trezentos jovens conhecem tecnologia em condomínio da Dália

Diálogos pautados na transformação, na mudança, na evolução e na tomada de decisões e atitudes deram o rumo de mais uma edição do tradicional Encontro de Jovens da Dália Alimentos. Neste ano, o evento reuniu cerca de 300 jovens advindos de oito regiões de abrangência da cooperativa no Estado.

O encontro foi realizado no último sábado, dia 21, no Auditório Itália do Centro Administrativo de Encantado, e contou com duas palestras no turno da manhã. Ao fazer a recepção dos grupos, que estiveram acompanhados pelos respectivos conselheiros de cada região, o presidente do Conselho de Administração da Dália Alimentos, Gilberto Antônio Piccinini, fez um apanhado sobre os projetos em execução e os programados pela cooperativa.

Destacou as linhas de atuação e gestão da Dália, que conta com 4,7 mil famílias associadas, e deu ênfase à recente viagem realizada pelo conselho e pela direção aos Estados Unidos. O presidente ressaltou a forma de atuação das famílias americanas na atividade leiteira, apresentando exemplos de como os norte-americanos estão organizados quanto à gestão. Também falou das projeções da Dália e aonde a cooperativa pretende chegar até 2020, conforme estabelecido no Planejamento Estratégico.

Em um segundo momento, o painelista Ricardo Leite discorreu sobre o tema “A Chave do Sucesso Pessoal e Profissional.” Interagindo com os jovens, Leite promoveu uma reflexão sobre o presente, o passado e o futuro, traçando que “o presente é o que acontece quando realizamos planos para o futuro.” Segundo ele, não basta ter pensamento positivo, mas sim ir à luta, batalhar para que tudo se torne realidade.

Porém, uma das características mais acentuadas por Leite foi a atitude. “Não basta a pessoa ter conhecimento e habilidade se não tiver atitude. É ela que definirá aonde se quer chegar”, falou, enfatizando que a nossa vida é resultado do que se faz.

Em outro cenário, Leite pautou o cooperativismo, discorrendo que o fazer em grupo é sempre melhor e mais eficaz do que o fazer sozinho. “Juntos somos muito mais fortes, por isso a importância da família, dos amigos, dos colegas de trabalho. Sozinhos não vamos a lugar algum”, finalizou.

Conhecendo a tecnologia de robôs

No turno da tarde, os jovens deslocaram-se até o município de nova Bréscia onde está localizado um dos quatro condomínios leiteiros com ordenha robotizada da Dália Alimentos. O projeto demandou investimento de R$ 20 milhões, sendo R$ 5 milhões em cada empreendimento – os demais estão localizados nos municípios de Roca Sales, Arroio do Meio e Candelária e estão em fase de construção.

Impressionados com a alta tecnologia empregada, o grupo conheceu o funcionamento do condomínio que, atualmente, conta com 180 animais alojados, sendo 100 em lactação, com uma produção média e diária de 2,5 mil litros de leite. Em fase de adaptação dos animais e início dos trabalhos, o empreendimento deverá atingir a produção de seis mil litros de leite por dia e chegar à capacidade de 262 animais alojados.

O gerente da Divisão Produção Agropecuária (DPA), Igor Weingartner; o técnico Júlio De Sordi; o administrador Marcel Lioto; e o presidente do condomínio, Admir Lorenzon detalharam o funcionamento do condomínio, que conta com a participação de 16 famílias. A partir delas formou-se uma sociedade, da qual, cada produtor, possui uma cota e um número de animais. “Como se trata do primeiro condomínio é preciso um tempo maior de adaptação. Tivemos que ensinar as vacas a entrarem no robô e este é um processo lento, gradativo”, explica Weingartner, informando que os animais possuem um chip de identificação, o qual as conduz à alimentação e à ordenha e identifica possíveis doenças. “A granja funciona praticamente sozinha, devido à alta tecnologia. O homem entra apenas com a gestão do sistema.”

Impulso para o leite em Agudo

Todos os anos, a equipe da Emater/RS-Ascar acompanha o grupo de jovens da região de Agudo. Nesta edição, o engenheiro agrônomo Luiz Eugênio Jacobs e o estagiário Diego Wilheln acompanharam os jovens que demostraram interesse pela tecnologia empregada pela Dália. Dentre os participantes esteve o produtor associado Dilson Karsburg (28) que pretende reduzir os 50 mil pés de fumo plantados por safra e aumentar a atividade leiteira. Pequeno produtor rural do município, Karsburg almeja investir no melhoramento genético e disse estar surpreso com o condomínio. “É tudo muito diferente do que estamos acostumados. Robôs tirando o leite das vacas é totalmente novo, de outro mundo. Fiquei impressionado, é um salto de tecnologia que a Dália está promovendo. A cooperativa está de parabéns.”

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