Trem turístico é pauta na região

O salão de eventos do Hotel Bavária se tornou um caldeirão de ideias embrionárias a respeito do trem turístico, nesta segunda-feira, dia 10, durante todo o dia. Estiveram reunidos no local diferentes segmentos da comunidade regional, especialmente representantes do Poder Público, empresas e entidades, que trocaram informações sobre a implementação do roteiro turístico.

Ao todo, 20 pessoas compuseram uma plateia curiosa e questionadora, no salão de eventos do hotel. À frente da reunião, o consultor da Associação Brasileira de Operadoras de Trens Turísticos e Culturais (Abottc), Marcelo Adriano da Silva, apresentou planos de ações para potencializar eventuais melhorias nos negócios locais, identificar o que existe de ofertas turísticas na região e alinhar todas as arestas para que, quando o trem iniciar a operação – prevista para 2015 -, já exista um alinhamento estratégico consolidado.

Para Adriano, os diálogos antes da implementação do roteiro sobre a ferrovia Estrela – Guaporé são importantes para que o trajeto oferecido aos turistas possa ter o mínimo de organização e beneficie, efetivamente, as cidades que estão à margem dos trilhos.

Próximo passo

Da Silva afirma que, com os diálogos iniciados na reunião desta segunda-feira, a próxima tarefa será mapear os empreendimentos interessados em participar do roteiro. “Nesta terça-feira, dia 11, elencaremos soluções estratégicas para estabelecer prazos responsáveis”, afirma. A ideia já figura na cabeça dos envolvidos, e datas para concluir estudos e propostas deverão surgir durante os próximos meses, fatores que orientarão os trabalhos até que o trem saia da inércia.

O encontro destacou a necessidade de sensibilizar a comunidade, evidenciar o a importância do turismo para a região e contribuir, paralelamente, para o desenvolvimento local. “Estudaremos, ainda, a melhor maneira de acoplar a imagem dos produtos da região neste roteiro turístico”, acrescenta Adriano.

Autoridades

Adriano diz que sente as autoridades da região bastante curiosas a respeito do trem de turismo, mas identifica uma ansiedade em pôr em prática algo que necessita de muito estudo para viabilização. “Dá pra sentir que eles querem muito que isso aconteça, mas é um processo moroso, que necessita de condições mínimas para se tornar realidade”, reforça. E acrescenta: “Restaurantes, hotéis e agroindústrias são alguns dos principais estabelecimentos a serem trabalhados e capacitados para atuar no projeto”.

O vice-presidente da Associação dos Municípios de Turismo da Região dos Vales (Amturvales), Gilberto Keller, esteve no encontro e se mostra otimista. “Este projeto foca muito mais nos empreendedores do que nos negócios. É um projeto que atende 23 trens em todo o país. Nem todos estão em operação, mas é uma ação séria e de resultados”, diz.

Para ele, a importância de encontros como os de segunda-feia é a qualificação dos empreendedores que estarão inseridos no roteiro do trem turístico. “Faremos um trabalho direto com cada empreendedor, desde o dono do hotel e do restaurante até quem trabalha diretamente com o público, atendendo nestes lugares”, incita.

Resolução

Segundo Keller, o trem está mais próximo da região do que nunca. “O que falta é apenas uma autorização na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que ainda não conseguimos por causa do período eleitoral, que proibia tal movimento”. O vice presidente da Amturvales garante que este aval foi solicitado em abril do ano corrente, e permanece sem resposta. A pretensão é que, até março de 2015, a autorização esteja chancelada.

“Diálogos como o de segunda-feira serão realizados bimestralmente, durante um ano e meio. Ao fim disso, já devemos ter o trem operando e toda a região ganhando com a iniciativa”, resume.

Como será o trem

Com o nome Litorina, a locomotiva terá 56 lugares e, diferentemente dos veículos de carga, terá tração própria. Percorrerá 60 quilômetros utilizando a estrutura já existente para o trem de carga, com foco no passeio, no turismo, na gastronomia, no artesanato e em outras peculiaridades que o entorno dos municípios oferece.

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