Transferência de índios caigangues para nova aldeia será em abril

A liberação do trecho final para a duplicação da BR-386, entre Estrela e Bom Retiro do Sul, deve ocorrer a partir do fim do mês de abril. A data foi estipulada depois do acerto celebrado entre o Ministério Público Federal (MPF), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e a Fundação Nacional do Índio (Funai). O prazo é também a época em que deve ocorrer a transferência dos índios para a nova aldeia.

Conforme o procurador da República Cláudio Terre do Amaral, no início de março houve um novo encontro entre a empresa responsável pela gestão ambiental da duplicação da BR-386, Dnit e representantes dos índios. “Há interesse dos próprios indígenas, que querem ocupar as novas casas, mesmo que a aldeia inteira não esteja pronta”, detalha. Assim, Amaral acredita que não haja impedimento por parte da Funai, e seja autorizada a transferência das famílias.

A ida para nova aldeia é, segundo o Dnit, o único impedimento para que a obra de duplicação avance sobre o espaço. Por contrato, as máquinas não podem entrar na pista antes das famílias deixarem o local.

Análise

Conforme o Dnit, não há outro impedimento – se não a aldeia – no caminho da duplicação. Por conta da grande movimentação de veículos na pista, ventilou-se no início do ano que poderiam ocorrer problemas quanto ao material utilizado no asfalto da rodovia já duplicada.

No entanto, o próprio departamento descartou a possibilidade. Mesmo assim, o órgão realiza um estudo na rodovia, na intenção de mapear possíveis necessidades de correções. Esse estudo ainda não foi concluído pelos técnicos do Dnit.

O trecho onde é construída a nova aldeia compreende dois quilômetros dos 33,9 que serão duplicados de Estrela até Tabaí. E expectativa do Dnit é que até o fim de 2015 a obra esteja concluída.

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