Testes com medidores iniciam em janeiro

O Projeto Metodologia de Coleta de Automática de Amostras de Leite, desenvolvido pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) em parceria com a Embrapa Clima Temperado e Cosulati, começará a fase de testes em janeiro e deve contribuir para um avanço significativo na qualidade da produção estadual.

Lançado em Capão do Leão, na semana passada, o mecanismo estudado há mais um ano consiste na automação completa da coleta do leite cru junto às propriedades por meio de um dispositivo desenvolvido com exclusividade para eliminar o contato do transportador com o produto.

Hoje, as amostras coletadas para análise são retiradas dos tanques de armazenamento pelo transportador. A adoção do sistema tecnológico, que conta inclusive com GPS e é instalado nos caminhões-tanque, permitirá que a coleta das amostras seja feita dentro de um sistema fechado, resfriado e autônomo, tornando desnecessária a manipulação do produto.

Segundo o chefe-geral da Embrapa Clima Temperado, Clenio Pillon, o RS tem totais condições para expandir sua produção, conquistar mercados e ser líder nacional em qualidade. “Colocaremos o RS na posição de referência que ele merece. Teremos condições de dar garantias de forma absoluta à sociedade. Existe base genética, produção, qualidade, tecnologia e conhecimento para isso.”

O equipamento pode chegar ao custo de R$ 200 mil e está sendo desenvolvido por cinco empresas. De acordo com a pesquisadora em Qualidade do Leite, Maira Zanela, o sistema prevê a coleta automática sem interferência humana. Os equipamentos fornecem, em tempo real, dados como volume de leite, temperatura, hora de coleta, informações do produtor, do transportador e da indústria.

O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, registra que o método permitirá maior mensuração de volumes e qualidade do leite entregue à indústria, mas frisa que, para se tornar realidade nas empresas, a proposta dependerá de incentivos.

Alguns deles ainda dispõem de GPS acoplado que permitem georreferenciar o processo, o que indica o local exato das propriedades e trava qualquer tipo de captação fora de rota. “É uma forma de qualificar o processo de rastreabilidade para conquistar novos mercados.”

A expectativa é que mais de 20 mil amostras de leite sejam coletadas nos próximos 15 meses. Conforme o secretário da Agricultura Ernani Polo, a implantação da Lei do Leite também ajudará a intensificar a fiscalização de toda a cadeia produtiva. “São vários processos que precisam ser monitorados para que o leite que sai bom da vaca chegue perfeito ao consumidor.”

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