Tecnovates estimula inovação e apresenta estrutura para empresários na Acil

“Inovação é ir além de uma boa ideia”. A afirmação é da diretora do Parque Científico e Tecnológico da Univates (Tenovates), Simone Stülp, que foi uma das palestrantes da reunião-almoço da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) nesta quinta-feira (6). Na companhia do reitor Ney José Lazzari e do professor Renato de Oliveira, a diretora apresentou o Tecnovates para a plateia de empresários e autoridades. “O Parque é pensado para que busquemos a melhoria da posição tecnológica e estratégica da região”, destacou, citando áreas especiais como alimentos, meio ambiente e energia renovável.

Com uma estrutura formada por 92 pesquisadores e geradora de 516 empregos, o Tecnovates é uma referência no que diz respeito à promoção do desenvolvimento empresarial, científico e tecnológico de cadeias produtivas. Segundo Simone, hoje há 20 organizações instaladas no local e convênios firmados com outras 13 para trabalho nas áreas de pesquisa e desenvolvimento. Entre os exemplos, citou a parceria com uma cooperativa de sucos da Serra Gaúcha, cujo envolvimento do Tecnovates se deu desde a criação de novos produtos até a rotulagem para o mercado.

Mas pela capacidade instalada, tecnologia e conhecimento disponíveis, a Univates quer fazer mais. “Criamos um ambiente de inovação e o passo seguinte é que as cidades, as empresas e os nossos alunos conheçam isso melhor. Sentimos falta de mais pessoas com iniciativas de negócios”, salientou Lazzari. Além de assumir parte da responsabilidade para atingir esse objetivo, o reitor comentou sobre a importância de se enxergar novas oportunidades. “Contudo, também é preciso pensar em poder começar um negócio, gerando emprego para si e para outros também”.

Oliveira, que também já foi secretário de Estado de Ciência e Tecnologia do RS (2001-2002) e secretário adjunto do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do RS (2015-2016), usou uma imagem da luta entre Davi e Golias para fazer uma analogia do ambiente de competição econômica. “Enquanto um usa músculos e nervos, o outro inteligência. Assim são as regiões e empresas, umas baseadas no trabalho e outras no conhecimento”, destacou, acrescentando que a inovação é uma necessidade imperiosa para o crescimento. Para ele, o Rio Grande do Sul ainda tem muito de sua economia baseada no trabalho, o que traz problemas de desenvolvimento. O professor analisou indicadores do Vale do Taquari e também advertiu para questões como o envelhecimento populacional e a perda de competitividade no setor industrial. Entre os exemplos promissores, pontuou o apoio à produção agropecuária e o fomento à multimodalidade na infraestrutura de transportes. Oliveira afirmou que a Univates, por sua qualidade de ensino e força integradora, tem plenas condições para auxiliar neste processo de inovação e desenvolvimento.
Brasil-Alemanha

O evento, capitaneado pelo presidente da Acil, Miguel Arenhardt, teve ainda a participação do gerente do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiergs, Luciano Dandrea. Ele divulgou o 35º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), o qual ocorre de 12 a 14 de novembro em Porto Alegre. O objetivo é estreitar relações, selar parcerias e negócios entre empresários dos dois países.

As reuniões-almoço de 2017 da Acil têm o apoio de Bebidas Fruki, BRDE, Excellence Garçons, Floricultura Flores e Flores, Lyall Construtora e Incorporadora, MSommer Produções, Olicenter Informática, Sorvebom e Têxtil Home.

Fonte Simone Rockenbach

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