Tecnologia gera eficiência no tratamento

Ao mesmo tempo que serve de adubo para melhorar as lavouras dos produtores, o dejeto de suínos se torna uma ameaça à natureza. Para manter e expandir a atividade no município, a Secretaria de Agricultura busca conscientizar os suinocultores da importância de fazer o tratamento correto dos efluentes gerados pela atividade. São mais de 30 produtores e 55 mil animais alojados por ano.

Conforme o secretário da Agricultura e Meio Ambiente, Celson Miguel da Silva, nesta quarta-feira, dia 9, a partir das 20h, no auditório da Escola Municipal de Educação Infantil Arco-Íris, a empresa Flumixim, de Rio Grande, apresenta o aerovor, equipamento usado para auxiliar no tratamento do esterco líquido. O engenheiro químico Manoel Pedro Veras Fernandes e o engenheiro civil Darnis Mombelli se reúnem com produtores e integrantes do Executivo para discutir a viabilidade de implantar centrais de tratamento no município.

Silva e o gestor ambiental Luciano Pazuch visitaram a sede da empresa em Rio Grande para conhecer a tecnologia e aprovaram a alternativa. Pelo sistema, é separado o sólido do líquido. A água, ultrafiltrada, pode ser reutilizada na granja para limpeza, e o esterco serve de adubo. “Não tem cheiro e não polui o ambiente. Para implantar o sistema, o custo mínimo deverá ficar em R$ 20 mil.”

Conforme Silva, apenas um produtor, com um plantel de 1,5 mil animais, tem sistema de compostagem. O custo para instalar os equipamentos e a estrutura física chegou a R$ 120 mil. O alto valor do investimento inviabiliza o sistema em propriedades com plantéis menores.

Para manter a atividade e emitir novas licenças de construção de chiqueiros, a secretaria busca alternativas. “Faltam áreas para despejar o esterco. Se nada for feito, teremos problemas ambientais e alguns terão que parar de produzir.” Caso houver interessados, Silva cogita elaborar um projeto de incentivo para auxiliar o produtor a instalar o sistema.

Preocupação com o ambiente

A família Horst, de Linha Ernesto Alves, cria suínos desde 1978. Os dejetos produzidos são armazenados em uma lagoa e misturados ao esterco de bovinos. A cada seis meses, cerca de 45 litros são despejados em uma área de 30 hectares, onde servem de adubo para a formação de pastagens. Para evitar o acúmulo de água da chuva, as esterqueiras dos dois galpões foram cobertas. Com receio de, no futuro, ter problemas ambientais e do alto custo do sistema de compostagem, Marcos desistirá da suinocultura. “Com apenas cem animais é inviável fazer o tratamento. Aliás o adubo gerado tem com pouco valor de mercado.”

Destaca que vizinhos chegam a transportar os dejetos por até cinco quilômetros devido à falta de áreas próprias. “Cobram R$ 25 a carga. Os dejetos viraram um problema e tem gente que paga para conseguir locais adequados para despejar.” Marcos pretende qualificar a criação de aves, cujo plantel chega a 50 mil animais. Destaca que para esse esterco existe mercado garantido. Por metro cúbico, recebe R$ 16.

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