Sustentabilidade nos negócios é tema de reunião-almoço da Cacis

Imagine uma lâmpada elétrica que dura uma vida. Ela nunca queima e você nunca precisa se preocupar em desligar o contador para fazer a substituição. Para o consumo, o sonho: gasta-se uma vez para iluminar a sala. Para a indústria, um tormento: a quem se vai vender super lâmpadas quando todos os consumidores as tiverem comprado?

Em uma visão tradicional da administração, sim. Quando se incorpora o conceito de sustentabilidade e se produz, além do produto, soluções ao consumidor, a lógica do capital se inverte e a super lâmpada se transforma em um bem que oferece um serviço de iluminação associado ao equipamento.

É isso que propõe o especialista em negócios “verdes” Rafael Sittoni Goelzer (33). Ele foi o palestrante de sexta-feira, dia 15, na reunião-almoço da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Estrela (Cacis). Criado em um sítio, desde guri, Goelzer aprendeu o valor da economia sustentável e, hoje, ensina companhias a adotarem a ferramenta.

“Quem diz que sustentabilidade tem que ser filantropia? Não existe sustentabilidade sem lucro no mundo dos negócios”, compartilha. Na prática, ele administra um sítio, focado no ecoturismo, na cidade de Viamão. No entanto, Goelzer conta que é possível aplicar esse conceito em todas as atividades. “Essa situação torna-se fácil quando se entende a produção aliada à oferta dos serviços.”

Esse modelo de produção ganha corpo entre as companhias norte-americanas. No centro do capitalismo, a estratégia de mercado agora é vender produtos e soluções. “Pense que o ganho maior se dá por meio do serviço, pois, com um produto durável, no qual você mesmo executa a manutenção, o custo de produção é menor e o faturamento é maior”, compara.

Para bens não duráveis

Mas não é só lâmpada que se fabrica. Camisetas, tênis e outros produtos de durabilidade menor também podem ser sustentáveis. Aí entra o cuidado com o meio ambiente e as práticas modernas de produção.

Goelzer diz que escolher entre o uso de um solado de borracha – extraída do petróleo -, ou do plástico “verde”, feito com substratos da cana-de-açúcar, é uma opção inteligente. “Outro processo, muito usado na indústria de roupas e calçados é a terceirização de processos produtivos.

O gestor pode escolher entre comprar matéria-prima da China, gastando com transporte e fomentando o trabalho escravo, ou ajudando uma cooperativa de sua comunidade”, defende.

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