Suinocultores temem falta de matéria-prima e demais insumos para as granjas

A suinocultura gaúcha já contabiliza prejuízos oriundos do movimento de paralisação dos caminhoneiros. Unidades com abates suspensos pela falta de animais e problemas no abastecimento das granjas são resultados do movimento.

O presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdecir Luis Folador, se manifesta em relação à greve. “O movimento é legítimo e necessário, porém, se os caminhoneiros querem ganhar o respeito, eles não devem atrapalhar o direito de ir e vir das pessoas; devem manter-se organizados e evitar tumultos”, comenta.

De acordo com Folador, o movimento está causando grandes transtornos aos suinocultores. Ele cita a paralisação dos abates, como na gaúcha Alibem, de Santa Rosa, e na Aurora Alimentos, de Santa Catarina (SC), que anunciou ontem a paralisação e/ou redução das atividades de cinco plantas industriais.

O produtor Mauro Gobbi diz que a situação está preocupando todo o setor. “Muitos produtores, se não estão, sentirão os reflexos da greve, pois vai faltar matéria-prima como soja e milho para a composição da ração, além de medicamentos e outros itens necessários para a granja”, ressalta Gobbi, que também é vice-presidente da Acsurs.

Prejuízo

Na noite desta segunda-feira, dia 23, o motorista de um caminhão que transportava uma carga de 120 suínos foi atingido por pedradas no rosto. Ele perdeu o controle do veículo, que tombou ao passar em um dos pontos bloqueados por manifestantes na BR-158, em Palmeiras das Missões. A carga foi saqueada.

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