Simpósio debate cadeia produtiva do leite em Anta Gorda

Um público de mais de 250 pessoas – entre agricultores, técnicos, representantes de entidades, estudantes e autoridades – participou na última sexta-feira, dia 29 de abril, da sexta edição do Simpósio da Cadeia Produtiva do Leite. O evento, que integrou a programação da 6ª FestLeite de Anta Gorda, que se encerrou neste domingo, dia 1º, foi realizado na Sociedade Cultural e Recreativa Carlos Gomes. O objetivo foi debater a atividade e promover a troca de experiências com vistas a viabilizar a propriedade rural, aprimorar a relevância econômica da atividade e fortalecer a cadeia produtiva como um todo.

Na ocasião foram realizadas três palestras. Na primeira, o presidente do Instituto Gaúcho do Leite (IGL), Gilberto Piccinini, abordou o tema “Perspectivas da cadeia produtiva do leite”. Em seguida, foi a vez do assistente técnico estadual da Emater/RS-Ascar na área de Sistema de Produção Animal, zootecnista Jaime Ries, ministrar painel sobre “Bem-estar e conforto animal”. Fechando a manhã, o engenheiro agrônomo da Mig-Plus Industrial, Rubem Frosi, tratou do assunto “Nutrição de vacas leiteiras”. Na parte da tarde, o público pôde visitar os estandes da FestLeite e a exposição de gado leiteiro.

Em sua apresentação, Ries ressaltou a importância de manter o rebanho em um espaço com temperatura adequada e com água de qualidade e abundante. “Muitas vezes são ajustes simples que podem ser feitos na propriedade e que geram bons resultados”, salientou. Para o zootecnista, bem-estar animal é adequar o rebanho ao ambiente que se está criando, já que as vacas não são máquinas de produzir leite. “É justamente por exploramos o animal economicamente, que devemos lhe dar as condições necessárias para a qualificação da produção”, analisa.

Um dos bovinocultores que já qualificou as suas instalações, aumentando a produtividade, foi Fábio Barônio, da Linha 28 de Setembro, em Muçum. “Antes de construir o galpão, qualificar a alimentação dos animais com pastagem permanente e passar a observar as questões de higiene, não tinha uma rentabilidade tão boa”, garante o agricultor, que saltou de 120 para 160 litros diários, com um rebanho de oito vacas. Com a instalação de uma sala de ordenha e um novo resfriador, a intenção é ampliar o número de vacas produzindo. “A ideia é chegar a 20 animais em lactação, com produtividade próxima dos 500 litros diários”.

Em Anta Gorda, de acordo com o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Fernando Selayaran, são 550 famílias envolvidas com a bovinocultura de leite no município, o que corresponde a 50% dos agricultores produzindo leite ou para comercialização ou para consumo. Localmente, são 6.100 vacas ordenhadas que, juntas, garantem a produção de 26 milhões de litros do produto ao ano. “Se considerarmos a cadeia produtiva como um todo, o leite ocupa o primeiro lugar em importância econômica para o município o que, por si só, já é um indicativo do valor de um simpósio com este tema”, ressalta.

O simpósio contou ainda com a presença de diversas autoridades, entre elas o prefeito de Anta Gorda, Neori Dalla Vecchia, o gerente adjunto da Emater/RS-Ascar, Carlos Lagemann e vice-presidente da FestLeite, Adriane Potrick. Lagemann ressaltou o fato da bovinocultura de leite estar entre as cinco prioridades no que diz respeito às atividades de assistência técnica e extensão rural e social da região. “E, nesse sentido, cabe a nós dar o suporte para o homem do campo, instrumentalizando-o para as novas tecnologias e promovendo a troca de experiências com vistas a garantir o aumento da produtividade e da qualidade de vida”, enfatizou.

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