Sicredi Integração RS/MG orienta sobre procedimentos bancários no fim do ano

Com a proximidade do fim do ano e o encerramento do exercício contábil de 2018, é comum surgirem dúvidas sobre os procedimentos a serem adotados quanto aos valores disponíveis em instituições bancárias, visto que os saldos no dia 31 de dezembro também servirão de base para a declaração do Imposto de Renda (IR). Para orientar os associados e evitar que ocorram atitudes desnecessárias e onerosas, especialmente com relação às aplicações financeiras, o assessor de negócios da Sicredi Integração RS/MG, Rafael Schneider, esclarece mitos e verdades referentes ao tema. De acordo com ele, há uma visão ultrapassada sobre não manter valores nas contas, a qual deixou de fazer sentido diante do cruzamento de informações feito pela Receita Federal e a série de relatórios enviados frequentemente ao Banco Central.

É preciso sacar os investimentos no fim do ano para evitar que constem na declaração de Imposto de Renda – MITO

Segundo a Receita Federal, os resgates de aplicações não eliminam a necessidade da declaração dos rendimentos. Além disso, a tributação do IR ocorre na fonte geradora, ou seja, no momento do resgate, e não na prestação de contas. Schneider destaca que as instituições financeiras informam à Receita os rendimentos de todas as contas e por isso o órgão tem conhecimento das movimentações, independentemente de quando tenham ocorrido. Assim, o procedimento de sacar os valores aplicados a fim de omitir sua existência é desnecessário e também não evita o pagamento do imposto, que é descontado no momento do saque.

A Receita Federal não cruza as informações prestadas pelo contribuinte com suas movimentações financeiras – MITO

Schneider explica que os procedimentos de sacar valores de contas ou aplicações no fim do ano já não fazem mais sentido diante do controle sobre as transações que a Receita dispõe. “Está bem mais difícil ocultar valores hoje em dia”, afirma. De acordo com o assessor, todas as instituições financeiras são obrigadas a informar frequentemente para o órgão federal as operações em contas de depósito à vista, depósito a prazo, poupança, operações de câmbio, consórcios ou fundos de investimento, inclusive de previdência complementar. Da mesma forma, a Circular 3.461/09 do Banco Central aperta o cerco contra possibilidade de lavagem de dinheiro e ocultação de valores, e por isso determina a comunicação da emissão de qualquer cheque administrativo, seja ele sacado de aplicações ou de contas correntes. Com isso, a prática de zerar saldos no último dia do ano não impede que a Receita tenha conhecimento dos valores e operações praticadas por correntistas e investidores.

Há perda de remuneração ao sacar aplicação no fim do ano e reaplicá-la no início do ano seguinte – VERDADE

As alíquotas de Imposto de Renda são decrescentes de acordo com o prazo de permanência dos fundos na aplicação. Por isso, quanto mais tempo o valor ficar aplicado, menor será a incidência de imposto e maior a remuneração. Dessa forma, ao resgatar e reaplicar os recursos, o associado volta a ser tributado com a maior alíquota do IR, que é de 22,5%. Como a menor incidência é de 15%, a perda pode ser significativa: “Se você resgatar no final do ano e reaplicar lá em janeiro, vai começar da tributação mais elevada e terá que aguardar dois anos para chegar novamente na faixa mínima”, alerta Schneider. Além disso, ele também lembra que os rendimentos de poupanças e aplicações precisam constar na declaração, mesmo que elas tenham sido resgatadas ao longo do ano. Isso porque no cruzamento de informações com os relatórios das instituições, o contribuinte pode vir a cair na malha fina e ter que justificar a origem e destino das movimentações, o que traz ainda mais incômodo e gera despesas com multas e taxas.

Fonte Simone Rockenbach

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