Serraria neutraliza emissões de carbono e dá exemplo de sustentabilidade

Com uma área de vegetação nativa conservada equivalente a mais de 3,6 mil árvores e 735 toneladas de carbono equivalente (CO2e) neutralizadas, a Serraria Travessão, de Teutônia, mostra que age com respeito ao meio ambiente, por mais que se utilize dele para manter-se no mercado. Pela quarta vez consecutiva, a empresa, que produz e comercializa paletes e madeira para construção civil – através de florestas plantadas, cultivadas para este fim – recebeu o selo Carbono Neutro do programa Energia Verde em Harmonia Ambiental, desenvolvido pela Certel e Max Ambiental. Desta vez, serão conservadas 1.320 árvores para a neutralização de 263,97 toneladas de CO2e.

A utilização do selo Carbono Neutro possibilita um bom marketing, sendo empregado nas notas fiscais, nos caminhões e também no portal da internet (www.serrariatravessao.com.br). “Muitos clientes nos questionam e ficam impressionados com a sustentabilidade existente na serraria. Esta certificação obtida pela parceria com a Certel, além de contribuir com a neutralização dos gases causadores do aquecimento global, também melhora a nossa visibilidade. Tanto os clientes como também os nossos 37 funcionários se orgulham por estarem vinculados a uma empresa que tem condutas responsáveis em prol do meio ambiente”, enfatiza o proprietário, Fernando da Costa, um entusiasta quando o assunto é preservar a natureza.

Cavaco e serragem

A abrangência da serraria engloba todo o estado do Rio Grande do Sul e, além de disponibilizar sua produção principal, também comercializa subprodutos, ou seja, resíduos viram matéria-prima, são transformados em cavacos e serragem e, hoje, já representam 40% do faturamento. “Todas as sobras são aproveitadas de alguma maneira”, garante. A empresa foi a primeira do segmento no país a conquistar o selo Carbono Neutro, e todas as suas ações visam conciliar a produção com medidas ecologicamente responsáveis.

Tanto que a serraria encontrou nos cavacos e na serragem, destinados para indústrias do ramo alimentício possuidoras de caldeiras, um amplo nicho de mercado. Após investir em estrutura e equipamentos como picador e peneirador de serragem, para garantir qualidade na transformação desses subprodutos, passou a adquirir sobras de outras serrarias, contribuindo com a questão ambiental delas também. “A casca gerada na madeireira, que é peneirada para a serragem ficar limpa, é destinada para uma indústria de compostagem sediada em Montenegro, a Cooperativa dos Citricultores Ecológicos do Vale do Caí (Ecocitrus), que a transforma em adubo orgânico”, afirma.

Eficiência energética

Outra atenção é dada em relação à tecnologia, tendo em vista que equipamentos obsoletos foram substituídos por máquinas de alto rendimento, possibilitando melhor eficiência energética. “O mercado está cada vez mais exigente quanto à origem dos produtos que consome. A própria renovação da Licença de Operação (L.O.) da serraria depende de darmos um destino correto a todos os tipos de resíduos gerados em nosso processo. A sociedade e também as empresas precisam cumprir com a sua parte para termos um mundo melhor”, conclui.

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