Seminário promove troca de experiências sobre inclusão no mercado de trabalho

Refletir e trocar experiências sobre inclusão de pessoas com deficiência nos ambientes de trabalho foram os objetivos do 1o Seminário Regional “A inclusão no mercado de trabalho – Para além do cumprimento de cotas”. O evento, realizado na tarde da última terça-feira, dia 19, na Univates, contou com a presença de representantes de empresas e entidades da região do Vale do Taquari.

No início da programação, ocorreu apresentação do músico Conrado Vier, que já viajou por diversos estados para divulgar sua música. Com repertório variado, Vier apresentou sons de rock, reggae e samba rock. Em seguida, a colaboradora Sandreana Bohrer leu um poema alusivo ao tema do evento.

Após, o reitor da Univates, professor Ney José Lazzari, saudou todos os presentes e falou sobre a importância da parceria com as empresas da região para refletir sobre inclusão. “Estamos falando de gente diferente, de formas de agir e de viver que são diferentes. E todos nós somos diferentes de alguma forma. Por outro lado, instituições como a nossa devem proporcionar formas de participar. Uma instituição como a nossa aprende a lidar diariamente com novas situações, mas também é uma instituição que ensina, que dá exemplo para a região”, salientou.

Conforme Lazzari, uma instituição comunitária como a Univates possui, em sua essência, preocupação com temas como a forma de atuação com os alunos, com a sociedade e com o meio ambiente. Por isso, salientou a importância da parceria com outras instituições para compartilhar experiências, com o objetivo de crescer e evoluir juntos. “Temos ainda muito por fazer, mas também já temos diversas coisas pelas quais comemorar”, acrescentou o reitor.

Em seguida, teve início a palestra “Lei de Cotas e a responsabilidade das empresas com relação à inserção da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho”, ministrada pelo auditor-fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego Rafael Faria Giguer. Em sua fala, Giguer lembrou as diversas formas com que a sociedade lidou com pessoas com deficiência ao longo da história, como a eliminação, a exclusão, a proteção e o assistencialismo, a integração e a inclusão.

De acordo com o palestrante, o momento que vivemos hoje é de inclusão, quando mudamos o foco e percebemos que todos possuem os mesmos direitos. “As pessoas não têm culpa de terem nascido com deficiência ou terem ficado deficientes, o problema é a sociedade, que não dá acesso a essas pessoas”, explicou Giguer, que possui deficiência visual.

O auditor também falou sobre conceitos de igualdade e de cidadania, ressaltando que a vontade da maioria tende a ser opressora. “Se sempre for atendida a vontade da maioria, onde ficam as minorias?”, ressaltou. Ao contar alguns casos de sua trajetória escolar, Giguer também lembrou que “a verdadeira igualdade é quando se compensam as diferenças”.

Durante o evento, também foi realizada a palestra “Até quando será necessário falar em inclusão?”, ministrada pela professora da Univates Morgana Domênica Hattge, e foram apresentadas práticas relacionadas à inclusão das empresas Benoit e Fruki e da Univates.

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