Sem licença, duplicação da BR-386 pode parar no final do ano

Depois de remover a vegetação dos dois quilômetros da BR-386 entre Estrela e Lajeado, o consórcio que executa a obra tem permissão apenas para instalar a canalização da drenagem. O serviço deve estar concluído em três meses. Passado esse período, o trajeto fica impossibilitado de ser mexido sem outra licença ambiental.

De acordo com um dos engenheiros responsáveis pela duplicação, Lucas Huppes, em duas semanas estará pronta a etapa de supressão da mata e o replantio de árvores nativas. “Nós vamos realizar então a drenagem da rodovia, com a colocação da tubulação e bueiros”, explica.

Os materiais para essa fase da obra ainda não estão com a empreiteira. Por conta no atraso na liberação por parte da Fundação Nacional do Índio (Funai), que não permitia o avanço da obra nas terras caingangues, a confecção dos canos de concreto ainda não foi realizada. “Mas isso não deve atrasar. A obra de drenagem deve levar três meses. Depois, não poderemos fazer mais nada”, diz Huppes.

Pelo novo cronograma de entrega da duplicação total dos 31,8 quilômetros entre Estrela e Tabaí, a pista deverá ser entregue em 31 de maio de 2015. “Isso depende também da época em que a licença ambiental sair. Se conseguirmos o aval do Ibama durante o verão, o cronograma não será comprometido”, justifica o engenheiro.

Aguardando a transferência

De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), ainda não há uma data definida para a transferência das primeiras famílias indígenas para a nova aldeia.

O órgão afirma que a transferência de parte das famílias deveria ocorrer ainda em 2014, por conta da construção adiantada no terreno da nova aldeia. Na última quinta-feira, dia 2, por meio de sua assessoria de imprensa, o Dnit disse que ainda não tem a data na qual deve começar a mudança dos caingangues.

O prazo final para a conclusão da aldeia é dezembro de 2015.

você pode gostar também Mais do autor

Comentários

Carregando...