Sem acordo entre irmãos, venda da Lagoa da Harmonia está indefinida

Anunciada em novembro de 2013, a venda de um dos pontos turísticos mais tradicionais da região – a Lagoa da Harmonia – permanece sem definição. A estimativa dos proprietários era de que fosse dada uma oferta de R$ 9,5 milhões pela área de 120 hectares com as cabanas, apartamentos, casas e restaurante.

O espaço está situado a 593 metros de altitude. Possui uma lagoa artificial de oito hectares de água límpida em meio a um verde exuberante. Contudo, como são quatro proprietários, não há consenso com relação à venda do empreendimento, atualmente. Eles não revelam se há interessados. Apenas sinalizam que a questão permanece sem sair do anúncio.

Segundo Carlos Wolf, a lagoa pertence à família há cerca de 40 anos. “A minha parte não está à venda”, adianta. Ele analisa que os outros irmãos podem vender o que lhes compete, mas que nada está acordado no conjunto. “Não tenho interesse”, resume.

A venda, anunciada em 2013, aconteceria porque a família não teria como manter o empreendimento. Na época, foi relatado que outros negócios já teriam sido vendidos para manter o espaço.

Os proprietários questionaram o interesse público pela lagoa, que é um negócio privado e não recebe apoio da Prefeitura de Teutônia. “Sem os quatro irmãos chegarem a um acordo, nada vai acontecer”, reflete Evelym Wolf, também proprietária.

Saiba mais

A ideia da Lagoa surgiu em meados dos anos 1940, com a finalidade de represar a água para construir uma usina hidrelétrica.

A usina com 75 Kva atendia 90 usuários da vila e arredores. Mais tarde, outra usina foi construída, passando a população de Teutônia a contar com uma potência de 150 Kva. A paralisação das usinas ocorreu em 1972, por não haver capacidade de se produzir energia para toda a população, que havia crescido muito.

Refúgio Explorer nãos erá vendido

Outro local que estava à venda do turismo regional é o Refúgio Explorer, localizado próximo ao Viaduto 13, em Vespasiano Corrêa. São 72 hectares de área de proteção de vida.

O local abriga a casa que serviu de base para os engenheiros que construíram a Ferrovia do Trigo, entre 1954 e 1976. O espaço não está mais à venda. O prédio sofreu reformas e melhoramentos e continua a atuar.

Desde 1995, o Refúgio Explorer de dedica ao ecoturismo, turismo de aventura e hospedagem. Desde 2014, organiza expedições de caiaque e trekkings.

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