Safra de grãos aumenta demanda por construção de silos no Vale

A região volta suas atenções para a promessa de uma farta safra de grãos – milho e soja, especialmente, dentro de poucos meses, graças às condições climáticas favoráveis. Para alojar uma quantidade crescente de produtos da safra de verão, é necessário haver uma boa estrutura de armazenagem. Hoje, a realidade é bem diferente daquela existente há 20 ou 30 anos atrás, quando uma grande parcela de agricultores recorria a estruturas particulares para depositar temporariamente sua produção, seja em empresas ou cooperativas. Isso significava um custo a mais e como consequência, reduzia a rentabilidade das famílias rurais.

Um trabalho de conscientização desenvolvido pela Emater/RS-Ascar, junto aos produtores de grãos da região, mudou parcialmente este cenário, destaca o agrônomo Ricardo Martins, que é o responsável por esta área no escritório regional da empresa. Para dar andamento aos projetos, a Emater produziu uma planilha eletrônica para ser utilizada pelos profissionais que atuam no setor de armazenagem que poderá ser acessada via intranet. Isso agiliza a concepção de um projeto de silo com capacidade de seis até três mil sacos, em poucos minutos. Esta nova realidade será a solução para atender a demanda pela construção de silos, que cresce a cada ano, segundo Martins.

Decisão acertada

Depois de ver parte de sua produção de milho ser consumida por ratos e carunchos, o agricultor Domingos Reginatto, que reside em Linha Pontão, Relvado, que trabalha em parceria com o filho Paulo, tomou uma decisão e construiu um silo com capacidade para 750 sacos e que em está em fase inicial de uso. O investimento foi realizado em março deste ano, com recursos do Pronaf Mais Alimentos – R$ 10 mil, com prazo de pagamento de até dez anos, onde o beneficiado devolve R$ 8 mil. A concretização do projeto foi orientada pelo escritório regional da Emater e contou com auxílio de um engenheiro.

Agora, a família tem a expectativa de obter um grão com elevado nível de qualidade nutricional para abastecer a criação de suínos que servem uma agroindústria instalada por Paulo Reginatto, onde o abate é terceirizado. A matéria-prima é utilizada na fabricação de salamito e copa, comercializados no comércio local e em feiras. Antes da construção do silo, Reginatto depositava parte do milho em um galpão, onde as perdas chegavam a cerca de 30%, e outra parcela era colocada em estruturas particulares, o que encarecia o custo do produto com armazenagem e transporte. Além disso, na devolução dos grãos ao agricultor, sem sempre era da melhor qualidade.

Produção de grãos

De acordo com informações repassadas pelo técnico em agropecuária da Emater, Samuel Perin Zerbielli, Relvado possui área ocupada com mil hectares de milho para elaboração de silagem; 1.680 hectares com milho para consumo na forma de grãos; 88 hectares são ocupados com soja e 10 hectares, com feijão. O cultivo, a condução e a colheita é praticamente feita de forma braçal, em virtude das condições acidentadas da maioria das lavouras.

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