Safra de aipim é destaque em Cruzeiro do Sul

O município está em meio a safra de aipim, cultura que dá destaque a Cruzeiro do Sul, como o maior fornecedor do produto para a Ceasa, tendo inclusive uma festa voltada para cultura.

Segundo dados da Emater/RS-Ascar, em torno de 400 famílias têm no aipim a principal fonte de renda. São cerca de 800 hectares cultivados, nos quais introduzidos aproximadamente 10 mil pés por hectare. O município colhe em torno de 80 mil toneladas por ano, o que corresponde a cerca de 375 mil caixas, levando em consideração que cada caixa acomoda, em média, 22 kg. Segundo a chefe do escritório da Emater em Cruzeiro, Carmem Fransozi, a produção se mantêm estável nos últimos anos. Uma preocupação da entidade é a busca por soluções para a bacteriose, doença que ataca a plantação, principalmente com o nível acessivo de umidade, o que é uma realidade em 2013. “São necessárias pesquisas por parte da Embrapa, a qual detêm a tecnologia, contudo, ainda enfrenta-se dificuldades”, diz Carmem.

Na última semana, o secretário da Agricultura, Roque Gerhardt, esteve visitando algumas propriedades que cultivam a raiz. Entre elas, a da família de Altair Antônio Wendt, na localidade de Linha Sítio. O produtor destaca que a produção está muito boa. “O clima ajudou para uma super safra. Hoje com seis pés de aipim, preenchemos uma caixa, o que normalmente é possível com cerca de dez pés”, comemora. Contudo, o produtor também tem a lamentar em função da quebra na produção. Isso pela elevada umidade no solo e o baixo preço, devido a alta produção em todo o Estado. “Tivemos uma quebra de aproximadamente 60%. Mas a quebra aliada a supersafra no restante da lavoura faz com que tudo se equilibre. O problema agora é o baixo valor. No começo da safra ganhávamos até R$ 24 por caixa, hoje a média é de R$ 8”, assinala.

Trabalhando com o cultivo há cerca de 30 anos, a família de Wendt plantou neste ano cerca de 80 mil pés em 10 hectares. A estimativa é produzir cerca de oito mil caixas, em sua maioria destinadas a Ceasa em Porto Alegre. “Em função do preço que não está compatível com o que esperávamos, parte da produção deverá ficar na lavoura e ser extraída apenas em 2014”, completa Wendt.

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