Ricca apresenta os pilares do sucesso da continuidade de empresas familiares

Governança corporativa nas empresas familiares foi tema de reunião-almoço (RA) promovida pela Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) e Comitê Regional da Qualidade do Vale do Taquari na última terça-feira, dia 8, no salão de eventos da entidade.

“A empresa familiar é baseada no respeito. O sucessor tem que se fazer ser reconhecido pelo seu nome e não pelo sobrenome” destacou o palestrante Domingos Ricca, exemplificando que muitas pessoas entram nas empresas e “de largada” querem se tornar presidentes. É importante ter essa transparência para deixar claro que o importante é a empresa e que o fundador quer ver a empresa tendo lucros, gerando riquezas e pagando os funcionários. “Para isso ocorrer sem conflitos familiares, o empresário deve contratar somente aqueles que ele pode demitir e sabendo que não haverá problemas pessoais com esta decisão”, destacou.

Durante sua apresentação, Ricca trouxe exemplos em que deixou claro, que uma empresa só continua funcionando quando nela existe transparência – “quando a transparência não fica clara, a única prejudicada é a empresa”, ressaltou.

O palestrante, que é administrador e consultor em governança corporativa, palestrou para mais de 90 pessoas entre lideranças empresariais, políticas e comunitárias. O encontro iniciou com o presidente da Acil, Alex Schmitt, agradecendo a presença do palestrante e de todos os presentes, ressaltando que a entidade “tem a honra de receber o palestrante que irá abordar tema de interesse geral”.

Pilares da empresa familiar

Ricca apresentou os quatro pilares de uma empresa familiar – a palavra, o carisma e a liderança, cultura e perseverança.

Em primeiro lugar, temos a palavra, que no início é tudo que o fundador possui como forma de garantia, ou seja, toda sua credibilidade fica pautada na concretização de suas ações.

Em segundo lugar, vem o carisma e a liderança, que são as únicas características que o fundador não consegue transmitir aos seus herdeiros, pois a personalidade é formada a partir de suas próprias conquistas.

Em terceiro lugar, vem a cultura, que deve ser compreendida e colocada em prática pelos sucessores. Segundo Ricca, para suceder o fundador da empresa, o mais fácil é sempre trazer alguém da família, que já conhece a cultura da empresa. “Quando buscamos um sucessor fora da família, aquele que julgamos melhor nem sempre será o melhor para a empresa”, adverte.

Em quarto lugar, mais não menos importante, vem a perseverança, que é o fundamental. É preciso que a segunda geração conheça a trajetória de vida do fundador, a fim de compreender a importância da sua caminhada e do seu esforço no desenvolvimento da empresa.

Além de Schmitt e Ricca, ocuparam a mesa principal a presidente do Comitê Regional da Qualidade, Etiene Azambuja; o presidente da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari, Ito Lanius; o vice-presidente de capacitação da Acil, Jean Zagonel, e o vice-presidente da Câmara de Vereadores de Lajeado, Sérgio Miguel Rambo.

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