Reunião técnica demonstra eficácia de controle biológico

A Emater/RS-Ascar iniciou, há 14 meses, um trabalho de combate a lagarta do cartucho, nas lavouras de milho, com utilização de vespinhas. Foram promovidas capacitações no município e alguns produtores aderiram à alternativa. O controle biológico deu tão certo, que a equipe do escritório local promoveu, na última semana, uma reunião técnica com demonstração do método, para os agricultores do município. Na oportunidade, os participantes aprenderam como deve ser feito este tipo de controle, manejo, ponto ideal para a aplicação, e como adquirir as vespinhas. “O objetivo é mostrar como funciona, o que dá certo e o que não dá e o porquê disso. Assim como as alternativas existentes”, explica o técnico, Ivan Bongiorno.

O programa de controle biológico da lagarta do cartucho é desenvolvido pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural, em parceria com a Emater, onde o produtor adquire as vespinhas e a Emater custeia o valor do frete para o envio delas. Em Arvorezinha os produtores Ari Bombonatto e Paulo Guarnieri fazem parte do grupo de 13 agricultores que aderiram ao método. Mais de 20 hectares receberam as vespinhas para o controle da praga.

Relatos dos produtores

No caso de Bombonatto, a lavoura estava totalmente comprometida pelo ataque da lagarta. “O milho estava morrendo, não sabia mais o que fazer e fui procurar ajuda na Emater, estava decidido que iria arrancar tudo. Mas me convenceram a tentar utilizar as vespinhas antes. Apliquei e em três dias já percebi que o milho começou a melhorar, desenvolver as folhas”, conta. Devido à aplicação tardia, o produtor não conseguiu evitar as marcas nas folhas. “Mas salvei a lavoura. Me surpreendi com o resultado. Como forma de fazer um teste, coloquei as vespinhas em 90% do hectare e nos outros 10% passei agrotóxicos. Na parte do controle biológico funcionou bem, já no químico não resolveu o problema. Aconselho os produtores a usarem, pois é um método que tem garantia de sucesso, e a aplicação é bem mais simples, além de não oferecer prejuízos a saúde, pois é biológico”, afirma.

Já na lavoura de Guarnieri, a aplicação foi feita no momento que é considerado o ideal, logo após o plantio. “Coloquei as vespinhas com 15 dias de lavoura, e melhorou em 100% as plantas, não apareceu nenhum ataque de praga, ficou uma lavoura parelha, bonita e sadia”, conta. Para usar o método, o produtor adquire cartelas com os ovos das vespinhas. Essas cartelas são recortadas em pequenos quadrados e colocadas sob as folhas de milho, em alguns dias os ovos eclodem e as vespinhas ganham vida. O animal é predador natural da lagarta do cartucho, sendo que ao se alimentar da praga, a vespinha faz o controle da sanidade da lavoura.

Mais informações sobre o método e como adquirir as vespinhas, podem ser obtidos nos escritórios da Emater dos municípios.

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