Reunião em Lajeado aborda pesquisa para caracterização do queijo colonial

Um encontro realizado na última sexta-feira, dia 17, na sala de reuniões do Parque Histórico de Lajeado, teve o objetivo de levar aos extensionistas da Emater/RS-Ascar informações relativas à pesquisa para caracterização do queijo colonial, que está sendo desenvolvida com o apoio de diferentes entidades do setor leiteiro. Por meio de um grupo de trabalho estadual pretende-se discutir a formulação de um Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade (RTIQ), que defina os ingredientes permitidos, o processo de fabricação e as características do queijo que se convencionou chamar de “colonial”.

Na região serão recolhidas 34 amostras de agricultores familiares com fabricação caseira e três de agroindústrias, de 27 municípios diferentes. A ação está sendo organizada com o apoio dos assistentes técnicos regionais da Emater/RS-Ascar Alano Tonin e Martin Schmachtenberg – que respondem pelas áreas de Organização Econômica e Sistema de Produção Animal, respectivamente. “A pesquisa se justifica pelo fato de existirem diferentes procedimentos adotados pelos agricultores para fazer o queijo, o que resulta em uma ampla diversidade de características físico-químicas e sensoriais do produto”, lembrou Schmachtenberg.

No Estado a pesquisa atenderá a 210 produtores e 99 agroindústrias familiares legalizadas, distribuídas por mesorregiões, no Rio Grande do Sul. “Diferenças regionais relacionadas ao ‘saber fazer’, mas também condicionadas por clima, altitude, alimentação dos rebanhos, entre outros, também poderão determinar os resultados da pesquisa”, salienta Tonin. Além da Emater/RS-Ascar, participam da coleta de dados a Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) e a Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), todas supervisionadas pela Câmara Setorial do Leite da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi).

O evento da última sexta-feira contou ainda com a participação dos gerentes regional e adjunto da Emater/RS-Ascar, Marcelo Brandoli e Carlos Lagemann. Para Brandoli, a pesquisa representa, para além da caracterização do queijo colonial, uma oportunidade para qualificar o produto, uma vez que será realizada análise completa de cada queijo. “Na região priorizaremos o atendimento a agricultores que integrem a Chamada Pública do Leite”, afirmou, referindo-se a política pública que é operacionalizada pela Instituição, por meio de convênio com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Social do Governo Federal.

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