Reunião-almoço Cacis: ​economista fala sobre o atual cenário político

Faltando poucos dias para as eleições e a Câmara do Comércio, Indústria e Serviços (Cacis) de Estrela trouxe para a reunião almoço da última sexta-feira, dia 28, o especialista em economia, Lucas Schifino. Com o tema Cenário político e econômico, o palestrante explicou quais as principais tendências para as eleições, o que influencia o voto e como o resultado impacta nas empresas.

Analisando dados nacionais e estaduais, o especialista avalia que o principal problema hoje da evolução dos governos é a demanda orçamentária e quanto elas estão comprometidas com previdenciário. “Aqui no RS o fato de não reelegermos governadores, na minha opinião, está ligado ao déficit previdenciário. Hoje um terço do orçamento está destinado a esse pagamento.”

Schifino salienta que o cenário nacional, em todos os setores, impacta diretamente na realidade dos estados. “E a população já enxerga isso de alguma forma. Os reflexos são as intenções de votos atuais.”

O economista comentou que as pesquisas apontam, de momento, preferências de segundo turno para os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) e explica que ambos têm favoritismo por dois motivos fortes ligados a situação econômica. De acordo com Schifino, os votos de Bolsonaro terão referência como base a crise econômica brasileira e os episódios de corrupção, oposição extrema e rejeição aos últimos governos. Já para haddad, os votos refletem o crescimento econômico associado ao Lula, avaliando que o eleitor vê o ex presidente como o líder que melhorou o país enquanto esteve no governo. “O sujeito está preso e tinha 33% dos votos. Avaliem e vejam, o tamanho do capital político que conseguiu adquirir.”

Segundo o especialista, as regras políticas atuais são completamente desfavoráveis a partidos novos. Explica que a exposição no horário eleitoral é preferencial para partidos que tiveram mais votos nas últimas eleições nacionais. “Assim os novos, por mais que usem as redes sociais, ainda aparecerão bem menos que os principais partidos.”

 

Fonte Dobro Comunicação

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