Reajuste de R$ 800 mil atrasa retomada da Estrada de Aterrados

A ligação asfáltica entre a cidade e as rodovias RSC-287 e BR-386 será assunto de uma nova rodada de negociações nesta semana. Isso porque, depois de assinar a ordem de serviço para retomar a pavimentação da TQ-150 (Estrada dos Aterrados), a construtora responsável pela obra revisou os custos e precisa de mais dinheiro.

De acordo com o prefeito de Taquari, Emanuel Hassen de Jesus (Maneco), o novo cálculo torna-se justo, por conta do tempo em que a pavimentação ficou parada. “O trabalho começou em novembro de 2014 e paralisado em março do ano seguinte. De lá para cá houve reajuste, especialmente no preço do petróleo, e isso precisa ser repassado ao custo.”

Maneco explica que, informalmente, a empresa teria ventilado que o valor do reajuste estaria na casa dos R$ 800 mil. “Por isso, nós precisamos negociar para garantir que a obra terá início, mesmo sem termos todo o valor para complementar o reajuste.”

Conforme o chefe do Executivo taquariense, com o valor de R$ 7 milhões já assegurado – R$ 5,8 mi vindos do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer/RS) e R$ 1,5 milhão dos cofres de Taquari e Tabaí -, dá para iniciar a pavimentação.

Nesta semana está marcada uma reunião para a assinatura de um protocolo entre a Conpasul e o município. No termo, a cidade se negociará os valores extra para a obra e solicitará à empreiteira que dê início à pavimentação. Até o momento, a estrada apenas recebeu obras de terraplenagem e demarcação. Não foi aplicada nenhuma camada de pavimento, tampouco de preparação do solo para receber o asfalto.

Relembre o caso

  • No dia 3 de março, o prefeito de Taquari assinou a ordem de serviço da Estrada dos Aterrados junto com o Daer, na sede do governo gaúcho, em Porto Alegre. Na ocasião, ficou acertado que o trabalho teria início em até 20 dias – ou seja -, ainda na semana passada.
  • A pavimentação da rodovia foi interrompida depois de que o Piratini anunciou o “pacote” de medidas de ajuste para conter gastos, sendo liberado somente em janeiro de 2016, quando o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou que os recursos estavam disponíveis.

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