Qualidade do leite e manutenção e regulagem de ordenhadeira são temas de curso em Roca Sales

A Emater/RS-Ascar realizou na última quinta-feira, dia 21, no salão da comunidade de Linha Júlio de Castilhos Alta, em Roca Sales, um curso sobre qualidade do leite e manutenção e operação de ordenhadeiras. Na ocasião, cerca de 70 agricultores dos municípios de Relvado, Muçum e Encantado, além do município sede, participaram da atividade, que teve o objetivo de proporcionar aos bovinocultores de leite uma atualização a respeito dos parâmetros relativos à qualidade do leite e a metodologia para uma ordenha com higiene. O evento contou com o apoio da Secretaria de Agricultura, Sicredi e Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR).

As capacitações foram ministradas pelo coordenador do Centro de Formação de Agricultores de Teutônia (Certa) e técnico em agropecuária da Emater/RS-Ascar, Maicon Berwanger, que repassou aos participantes noções básicas sobre os temas, por meio de atividades teóricas e práticas. “Deve-se pensar na qualidade do leite não apenas como uma forma de aumentar a renda, mas também como uma maneira de se manter o rebanho livre de doenças que possam comprometer a produção”, enfatizou.

Entre os participantes, estava o jovem Giovane Togni da localidade de Linha Marquês do Herval. Na propriedade em que mora com os pais, mantém 16 vacas em lactação, produzindo uma média de 300 litros diários. “A gente passou a investir na atividade faz cinco anos, quando me formei no curso Técnico Agrícola”, salienta. Na época, lembra o produtor, os cultivos da família eram a soja e o milho. “Hoje o leite, por mais que não esteja em seu melhor momento, sempre representa um lucro diário”, analisa.

Como integrante da Chamada Pública do Leite do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) – operacionalizada pela Emater/RS-Ascar -, o rapaz tem se envolvido em muitas capacitações, cursos, seminários e dias de campo, que têm aumentado a sua produção. “Hoje, gostei muito da parte sobre higiene da ordenha, que já significou um aprendizado importante”, analisa Togni, que, aos 26 anos, garante não ter vontade de sair do campo. “Gosto de ir à cidade, sair, mas não troco o meu dia a dia, a qualidade de vida que tenho por aqui”, completa.

Para o casal Flávio Brufati e Ivete Zilio, da localidade de Linha 28 de Setembro, em Muçum, a bovinocultura de leite representou uma alternativa justamente após o retorno ao campo. Ivete trabalhava em um hospital local, ao passo que Flávio era empregado em uma granja de suínos. “Quando meu pai faleceu, voltamos à propriedade, com a ideia de investir em alguma atividade produtiva, sendo o leite a primeira opção”, afirma Flávio. Após o início com duas vacas, hoje, o plantel conta com dez animais produzindo cerca de cem litros diários. “A gente vai aumentando conforme dá”, explica Ivete que, ao lado de Flávio também integra a Chamada Pública do Leite.

Em Roca Sales são 20 as famílias participantes da Chamada Pública do Leite, em um universo de 211 bovinocultores de leite, que, juntos, somam mais de sete milhões de litros produzidos ao ano. De acordo com o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Guilherme Miritz, o número de agricultores que investem na produção têm diminuído, ao passo que o volume de litros produzidos tem aumentado. “Isso é parte de um trabalho que envolve melhoramento genético, assistência técnica permanente e qualificação na parte de pastagens”, entre outros.

 

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