Projeto de Eficiência Energética segue beneficiando escolas da região

 

“Tio, por que tu estás substituindo as lâmpadas da nossa escola? Elas não são iguais a estas que tu estás tirando?”. Perguntas como estas são cada vez mais feitas por alunos aos eletricistas responsáveis pela troca de lâmpadas usadas por novas, de tecnologia LED, do Projeto de Eficiência Energética desenvolvido pela Certel em prol de diversas instituições na região. A iniciativa atende às determinações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Até o momento, 63 entidades foram beneficiadas com a instalação de 13.000 lâmpadas novas, em 12 municípios – Teutônia, Lajeado, Boqueirão do Leão, Progresso, Salvador do Sul, Gramado Xavier, Marques de Souza, Travesseiro, Capitão, Forquetinha, Sério e Westfália.

Teutônia

Uma das contempladas é a Escola de Educação Infantil Girassol, de Languiru, Teutônia, onde foram substituídas 64 lâmpadas. Segundo a diretora, Taiana Gregorius Mairesse, o projeto beneficia a economia do educandário e também a preservação ambiental, além de despertar a curiosidade das crianças sobre um tema importantíssimo. “Percebemos neste gesto a responsabilidade social da cooperativa, que garante um ambiente em melhores condições para o aprendizado, além de uma maior interação das crianças”, observou.

Diante das perguntas feitas pelos jovens, respostas também foram encontradas pelos professores através de pesquisas. Como, por exemplo, de que a lâmpada LED ilumina mais e gera menos calor, mantendo o ambiente mais agradável. “Foi um link riquíssimo, porque aproximou a teoria da prática. Além de ser uma preparação para o futuro, uma vez que estamos iniciando a formação de cidadãos, também o presente é beneficiado, pois certamente nossas crianças conversarão em casa sobre o assunto e exigirão uma melhor postura dos seus pais”, analisa.

Taiana destaca que a sustentabilidade já era trabalhada de diferentes formas nas aulas, e a eficiência energética vem a engrandecer a conscientização. “Vamos ganhar essa sociedade pelo cansaço. Porque, se continuarmos trabalhando e batendo na tecla de que é preciso economizar e ser sustentável, numa hora, eles se convencerão disso”, garante.

Lajeado

Em Lajeado, uma das instituições que integram o projeto é a Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Jeito de Criança, do Bairro Jardim do Cedro, onde 200 lâmpadas foram substituídas e refletores externos também foram instalados. “Além dos ambientes mais claros, que possibilitam melhor visibilidade, o projeto ampliou a nossa segurança, pois o pátio da escola estava numa verdadeira penumbra”, avalia a diretora, Adaiani Pinheiro Vaz.

Desde o ano passado, a escola enfoca a conscientização sobre reciclagem, e a inclusão da eficiência energética deve contribuir para uma melhor compreensão sobre a importância de economizar. “Já contamos com algumas placas solares, instaladas em outubro de 2015, e agora as lâmpadas LED também serão fundamentais para a sustentabilidade da escola”, assinala.

Para Adaiani, trabalhar a consciência dos alunos é indispensável. “Sabemos que as crianças acabam ensinando os pais, porque nós, adultos, muitas vezes esquecemos o que realmente é importante. Se falarmos com uma criança, ela vai escutar, enquanto que muitos adultos darão atenção ao telefone celular. Sempre falamos que aqui é a base, e que, o que construirmos aqui, vai para a vida”, ensina.

A diretora assinala que, para uma escola municipal, tudo que vem em forma de doação é muito bem-vindo. “Ficamos muito felizes quando os instaladores vieram dizendo que substituiriam as lâmpadas de todas as salas. Para nós, isso que a Certel está fazendo não tem preço”, enfatiza.

Progresso

Na Escola Estadual de Educação Básica São Francisco, em Progresso, a substituição de 170 lâmpadas também surpreendeu. Conforme relata a professora de Matemática e vice-diretora, Rosiléia Lurdes Reginatto, tanto os estudantes quanto o quadro docente necessitavam de uma maior claridade para que as aulas se tornassem mais atrativas. “Já desenvolvemos atividades relacionadas ao assunto e os alunos levaram para casa o folder explicativo do projeto, inclusive com dicas de como economizar energia. É muito válido, pois além de beneficiar o meio ambiente, é uma interessante prática que nos faz pensar no futuro dos nossos estudantes. A partir do momento em que eles aprendem e estudam, vamos criar ou moldar um cidadão consciente. Que mais escolas da região também sejam favorecidas”, exclama.

Aos jovens, Rosiléia sugere um aprendizado contínuo sobre o tema. “Porque a teoria é fácil, mas acho importante aquele pouquinho que a gente faz, o viver, o economizar lá em casa, apagando a lâmpada do ambiente desocupado, essa sensibilização. Afinal, estamos aqui, mas e as próximas gerações, que planeta eles receberão para viver?”, indaga. “Quando adultos, eles poderão lembrar da bonita atitude que tiveram na juventude, pensando em garantir boas condições de vida aos que vieram depois”, completa.

Boqueirão do Leão

O projeto veio como uma solução para o problema que afetava principalmente os alunos do noturno da Escola Estadual de Ensino Médio Eugênio Franciosi, de Boqueirão do Leão. As 498 lâmpadas substituídas resolveram um problema antigo, causado por reatores defeituosos, que, por exemplo, obrigavam uma turma do 3º ano a sentarem todos de um lado da sala de aula. Para o diretor, Joel Bergonsi, a reação dos jovens após a troca foi muito positiva, pois os fez pensar que nem era noite naquela ocasião.

“Isso influi muito na qualidade do aprendizado, pois salas escuras e não aconchegantes acabam prejudicando o ensino. O projeto veio de encontro à climatização de todos os ambientes, que agora oferecem condições apropriadas para alunos e professores. Esperávamos que ficaria bom, mas ficou ótimo”, avalia.

E a proposta de estender o debate sobre o tema em sala de aula é levada a sério pelo educandário. Tanto que dois alunos do 8º ano, que lidam muito bem com a questão de dínamo e eletricidade, apresentarão o projeto à 6ª Coordenadoria Regional de Educação de Santa Cruz do Sul. “Estamos engajados em conscientizar os jovens sobre a necessidade de cada um fazer a sua parte. É uma nova situação que está surgindo, e a escola precisa dar o ponta pé inicial. Percebemos que, em nível de município, a aceitação é muito boa”, enaltece o diretor.

 

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