Profissional transformado em “artesão” busca a excelência nas organizações

“A excelência humana antecede a excelência corporativa” afirma a diretora da empresa Friends & Customers – Gestão Focada no Cliente, Cinthia Schuh. Qual o sentido de vida que o trabalhador tem e como ele se relaciona com o trabalho. Tais condições são necessárias para transformar o profissional em “artesão”, ou seja, aquele trabalhador que desenvolverá a sua atividade de forma única, colocando a excelência como objetivo máximo da atividade, seja ela em produto ou serviços.

Cinthia palestrou sobre o tema “Os novos paradigmas da excelência: a era do engajamento do cliente” na reunião-almoço (RA) da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) realizada na última quinta-feira, dia 27, no salão de eventos da entidade e assistida por mais de cem convidados.

Jeitinho

Ela discorreu sobre as várias escolas ou conceitos de excelência, como a norte-americana, francesa e italiana, até questionar os participantes sobre qual a marca de excelência que caracteriza as organizações brasileiras. A resposta é de que nosso país se caracteriza por ser dinâmico, eclético e flexível, resultando assim no diferencial do “jeitinho brasileiro” que é reconhecido em âmbito internacional. “O Brasil é fraco em credibilidade, mas forte em disposição a relacionar-se”, enfatizou.

Artesão

O novo conceito de excelência, do profissional como “artesão”, firma-se na busca de transformar cada atividade em experiência única, difícil de ser imitada. É esse conceito que leva a excelência a um outro paradigma de relacionamento, capaz de engajar o cliente e fazer o negócio crescer, despertando o diferencial local e global para a atividade.

“Profundidade, sentido e significado” são os diferenciais de uma atividade capaz de engajar o cliente, destacou a palestrante. Neste aspecto, as organizações devem buscar a excelência em três pilares que sustentam o negócio: gestão de pessoas, de operações e vendas. A gestão de pessoas começou a ter valor maior em função de sua missão de encontrar a pessoa certa que vai ser o “artesão”.

Empresa mentora

“Somos responsáveis pelas novas gerações que ingressam nas nossas organizações”. Quando se é mentor, educador e orientador, é grande a responsabilidade que se tem de auxiliar o profissional no seu encontro consigo próprio, conjugando profissão e autorrealização, explica Cinthia.

“Vejo muitos jovens hoje pipocando no mercado de trabalho, não se encontrando, porque estão sozinhos, não sabem ainda quem são, quem querem ser, do que gostam. Nosso papel é despertar essa experiência, ajudá-los a encontrar as suas características de trabalhador, identificar suas habilidades e aproveitá-las. A empresa, como mentora, torna esse ciclo mais harmônico, natural e evolutivo. O resultado é um significado, primeiro humano, que vai então preceder a excelência empresarial, ressalta.

“Nosso ideal é fazer o jovem voltar a ter orgulho de ser ‘artesão’. Infelizmente, o Brasil não vê a importância de que é o ‘artesão’ que levará o país à excelência”, conclui.

Lajeado

Falando sobre Lajeado, a palestrante destacou que é uma cidade de alta qualidade, “já é diferenciada”. A questão que fica é: o que faz com que eu volte a Lajeado? Padaria, loja, salão de beleza, familiares e amigos, citou como exemplos. São movimentos e serviços diferenciados. É importante criar e ter a consciência do que movimenta a cidade. O que faz com que as pessoas que passem por aqui entrem em Lajeado. “O que tem nela que a faça ter uma identificação única como cidade?”, provocou.

Realização

A RA contou com o apoio do BRDE, Bebidas Fruki, Bom Negócio Móveis e Decoração, Docile Alimentos, Excellence Garçons, Floricultura Rossol, M Sommer Produções e Olicenter Informática.

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