Produtores participam de capacitação sobre piscicultura em Fazenda Vilanova

Um grupo de 35 produtores dos municípios de Fazenda Vilanova, Tabaí e Paverama tem participado, desde o mês passado, de uma série de capacitações sobre piscicultura. O segundo encontro, ministrado pelo zootecnista da Emater/RS-Ascar, João Sampaio, ocorreu na tarde da última quinta-feira, dia 4, no auditório da Prefeitura de Fazenda Vilanova. Na ocasião, por meio de palestra e atividade prática, foram abordadas técnicas de correção do pH da água, o que possibilitará, em breve, um monitoramento envolvendo outros aspectos como transparência, cor e temperatura.

O objetivo da atividade, iniciada em novembro desse ano, após a realização de um diagnóstico onde os participantes falaram sobre seus anseios, demandas e necessidades, é o de qualificar o manejo e a produção de peixes nos municípios envolvidos. “Além disso, a intenção é prestar assistência técnica permanente como forma a apoiar os piscicultores”, ressalta Sampaio. O próximo encontro deve ocorrer no dia 20 de fevereiro em local a ser definido. “A partir de novas análises de pH da água, será possível passar para outras etapas, como a alimentação dos peixes”, diz o zootecnista.

O gerente financeiro Lício João Sulzbach aposta na piscicultura como uma alternativa de renda para a propriedade que a mãe mantém na localidade de Nova Westfália, em Fazenda Vilanova. No local existem cinco açudes, dos quais três possuem cultivo de carpas em sistema semi-intensivo. Para Sulzbach aquilo que, no início, era apenas um passatempo, atualmente é encarado com a mesma seriedade com que são tratados outros cultivos da propriedade, como a citricultura e a produção de eucaliptos. “Na Semana Santa chegamos a vender cerca de 600 quilos de pescado”, afirma.

A participação em capacitações, capazes de qualificar o processo, aliada ao apoio concedido pela prefeitura de Fazenda Vilanova, por meio das feiras fora de época, faz com que Sulzbach vislumbre um aumento de produção para as próximas ações. “Creio que possamos chegar aos 800 quilos comercializados, na próxima data que antecede a Páscoa”, analisa o piscicultor, que vende cada peixe a R$ 6, o quilo. Mesmo tendo outra fonte de renda, o gerente financeiro não abre mão de pescar e de saborear o peixe. “Foi com o meu pai que aprendi a gostar dessa lida”, diz.

Para o gerente regional da Emater/RS-Ascar, Luiz Bernardi, é importante o fato de que os piscicultores estejam encarando a atividade não apenas como um complemento de renda, mas, em muitos casos, como um dos principais cultivos da propriedade. “Não à toa, existem políticas públicas como o RS Pesca e Aquicultura que presta atendimento em todas as etapas para os agricultores interessados em investir na produção de peixes, realizando capacitações como esta”, disse, referindo-se ao programa da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR/RS).

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