Produtores do Pará visitam Emater/RS-Ascar para obter informações sobre silos de alvenaria

Lajeado – Os mais de três mil quilômetros de distância entre São Félix do Xingu, no Pará, e Lajeado, no Rio Grande do Sul, não foram barreira para que os bovinocultores Acióli José Teixeira e Antônio Bernardes Teixeira estivessem no escritório regional da Emater/RS-Ascar, na última quarta-feira, dia 17, Com o objetivo de obter informações sobre construção de silos de alvenaria para secagem de grãos, estiveram reunidos com o assistente técnico regional em Secagem e Armazenagem da Emater/RS-Ascar, Ricardo Martins.

A ideia de conhecer mais de perto os projetos desenvolvidos pelos engenheiros agrônomos e técnicos da Instituição, surgiu a partir de uma reportagem sobre o tema, veiculada no Canal Rural, alguns meses atrás e disponibilizada na internet. Durante o encontro, avô e neto relataram um pouco da história como bovinocultores de leite, na região. Com 22 mil hectares de área e cerca de 10 mil cabeças de gado, estão entre os principais bovinocultores de corte do norte do país.

Aos 72 anos, seu Acióli se orgulha quando diz que chegou à região nos anos 80, “desbravando o mato a facão”. “Somos nascidos em Goiás, mas lá (no Pará) encontramos um excelente clima para criar gado, com chuvas o ano inteiro”, afirma. Apesar dos ventos favoráveis para a pecuária, as perdas na produção de milho foram muitas na última safra. O produtor ressalta que o silo secador mais próximo na região fica a cerca de 100 quilômetros. “Perdi quase 200 sacas nesse processo”, calcula.

Os valores praticados no norte do país são diferentes dos do sul, o que também motivou a viagem de cerca de 17 horas. Se no RS cada saca é vendida em média por R$ 30, no norte esse valor chega a R$ 50. Mas as motivações de Acióli e do neto Antônio, não são apenas particulares. Com a escassez da assistência técnica no estado do Pará, pretendem repassar as informações, por meio de dias de campo, reuniões e outras atividades. “São muitos os produtores, mas há uma carência de informação. A intenção é tentar auxiliar nesse sentido”, diz.

Além de explicar e apresentar detalhes sobre a elaboração de projetos para a construção de silos, Martins entregou-lhes uma série de materiais que poderão ser úteis em seu retorno. Para o agrônomo, os silos secadores em alvenaria se constituem em excelente alternativa, especialmente pelo custo reduzido e pela qualidade do produto estocado, com menor teor de umidade. Após a visita, os produtores se dirigiram ao município de Casca, na região noroeste do estado, para conhecer silos já implementados.

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