Produtores investem no cultivo de morangos semi-hidropônicos

Produtores de Imigrante vem investindo no cultivo de morangos através do sistema semi-hidropônico, com o objetivo de obter uma fruta mais saudável, sem a utilização de agrotóxicos. Os morangos não são cultivados na terra, mas sim em sacolas com substrato de casca de arroz carbonizada ou casaca de pinus compostada, fixadas em prateleiras. Os nutrientes são fornecidos e controlados através da água, canalizada em todas as sacolas.

Conforme a técnica em agropecuária da Emater/RS-Ascar de Imigrante, Cristiane Dexheimer, além de poder trabalhar em pé, o produtor não precisa fazer rotação das áreas de produção, realizadas no cultivo na terra, controlando a incidência de pragas através da troca das sacolas de substrato.

Aproveitando a adubação, ainda podem ser produzidas outras culturas no solo, abaixo das prateleiras, como pepinos, abóboras, salsa rúcula e alface. As mudas e a fruta, também não pegam umidade, o que diminui as doenças e aumentam sua durabilidade. “O cultivo semi-hidropônico de morangos surgiu no Rio Grande do Sul, e ainda é uma técnica recente, que está sendo aperfeiçoada aos poucos. Dessa forma, sugerimos aos produtores que consultem outros com mais experiência e agreguem conhecimentos, como forma de melhorar a produção”, explica Cristiane.

Valdir Prediger atua há cerca de um ano no cultivo de morangos semi-hidropônicos em Imigrante. Atualmente, ele conta com aproximadamente 4 mil mudas em suas estufas e sua produção é vendida no próprio município. Para o próximo ano, Prediger pretende ampliar as estufas e aumentar a produção. Segundo ele, muitos consumidores preferem seus morangos, por saberem que não é feita a utilização de agrotóxico em seu cultivo. “Se existem alternativas, porque não utilizá-las? Muitos alimentos que consumimos possuem agrotóxicos, e as pessoas preferem alimentos mais saudáveis”, reforça Prediger.

Pai e filho, Hilário e Adílson Horst iniciaram o cultivo neste ano, com cerca de 9 mil mudas, que, depois da produção, terão como destino uma Cooperativa. Eles resolveram investir no cultivo e na forma biológica de controle de ácaros, sem utilizar agrotóxicos. “Se o cultivo der certo, pretendemos ampliar as estufas, produzindo também hortaliças no mesmo sistema”, diz Carina Stevens, esposa de Adílson e responsável pelo controle das estufas.

A produção de morangos semi-hidropônicos em Imigrante tem o apoio da Secretaria de Agricultura, Indústria e Comércio, além da Emater/RS-Ascar, através de serviços, assistência e orientação técnica.

você pode gostar também Mais do autor

Comentários

Carregando...