Produtores de Colinas participam de curso de Boas Práticas de Fabricação

O Escritório da Emater/RS-Ascar de Colinas, em parceria com a prefeitura, proporcionou, no mês de setembro, a participação dos proprietários das agroindústrias familiares, que estão em fase de conclusão das instalações, no Curso de Boas Práticas de Fabricação, no Centro de Formação de Agricultores de Fazenda Souza, em Caxias do Sul. O curso teve abordagens e noções de microbiologia, conservação dos alimentos e boas práticas na higiene e fabricação.

A produtora Maria Irena Gattermann (61), de Linha Roncadorzinho foi uma das participantes. Ela instalará uma agroindústria de farinhas. “O meu diferencial está nas massas e recheios do tempo da vovó. Por isso vou promover um resgate de receitas antigas”. Ela faz parte do grupo de artesãos e, além de vender seus produtos na feira, auxilia no café colonia,l que é servido para as excursões que integram o Roteiro Delícias da Colônia. “O curso de Boas Práticas de Fabricação foi ótimo, pois a partir dele conseguirei ajustar algumas coisas na minha obra. A previsão é de que fique pronta até o final do ano ou em último caso, até maio de 2015”, acrescenta Maria Irena.

A presidente da Associação do Grupo de Artesãos e Produtores Coloniais, Cristina Hoppen Horst (49), de Linha Roncadorzinho, também esteve em Caxias do Sul. Ela tem uma agroindústria de panificações onde produz pães, cucas, biscoitos, pastel de forno e massa caseira. “A estrutura ficou pronta recentemente. Eu vejo futuro nisso e batalhei muito para chegar até aqui. Neste mês nós temos agendadas 16 excursões. Então, além da feira, temos que colocar os produtos no café colonial e também na alimentação escolar. O curso trouxe novas ideias para aperfeiçoar a minha agroindústria”.

O produtor, Aírton José Peter (53), de Linha 31 de Outubro, trabalha desde os 11 anos de idade na produção de mel. Ele tem em torno de 1,8 mil caixas de abelhas espalhadas pelo Estado. Só em Colinas possui umas 170 caixas. “A produção de mel depende muito do clima. De maio em diante choveu demais e eu não colhi nada de mel. A partir de novembro espero que melhore. Mas nesse período aproveitei para arrumar os caixilhos, as laminas e cuidei da conservação do ambiente das abelhas, para que fique bem limpo e sem formigas. Para mim, o curso foi muito bom, pois pude solucionar muitas dúvidas e encontrar uma direção”.

Cada participante recebeu um certificado de 40 horas de curso e um manual para a aplicação das Boas Práticas Agropecuárias e de Fabricação. O Programa da Agroindústria Familiar tem como foco principal a implantação de novas agroindústrias ou a adequação das existentes à legislação. Além disso proporciona assistência técnica, capacitação e a comercialização da produção.

“A agroindústria surge para a agricultura familiar como a forma de diversificação dos sistemas produtivos, geração de emprego e renda, valorização da produção de alimentos, fortalecimento dos mercados locais e a segurança alimentar. Atualmente tratando-se de produção de alimentos, não há outra forma de pensar em qualidade, que não seja a partir de uma capacitação de boas práticas agropecuárias e de fabricação”, conclui a técnica da Emater/RS-Ascar, Lídia Dhein.

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