Produtor rural de Coqueiro Baixo dá exemplo de vitalidade

Em frente da praça municipal localiza-se a residência do aposentado Aquilino Camini, 75 anos de vida e de muita experiência. Camini, como é conhecido na cidade, mora com a esposa Doralice Camini (74) e seus dois filhos, Maria Inês e Paulinho. Único verdureiro do município, ele conquista a comunidade com suas deliciosas hortaliças.

Ao completar 10 anos de idade, vieram obrigações e responsabilidades. Com a ajuda de um vizinho, ele começava ali sua carreira profissional. Aprendeu a customizar chinelos de pneus, usados por toda a comunidade no dia a dia e também para ir à missa. Além de fabricá-los, Aquilino trabalhou na roça até os 35 anos. “Como naquela época, a vida era muito difícil, comecei a trabalhar numa empresa de pedras preciosas. Porém, quatro anos depois, a empresa faliu, permanecendo apenas com a matriz, localizada em Lajeado”.

Ele continuou na empresa. Durante 20 anos, ele fez o trajeto Coqueiro Baixo/Lajeado. Na organização, atuava como serrador de pedras preciosas, as quais se transformavam em chaveiros, cinzeiros, cabos de talheres, abridores de garrafas, entre outros.

Aposentadoria

Chegando perto de sua aposentadoria, deixou a empresa para trabalhar como jardineiro na Escola Estadual Donato Caumo. Após cinco anos, resolveu ser eletricista. Procurou o Senac, em Lajeado, para fazer o curso, mas não foi possível. Aquilino não possuía a 4º série completa.Mesmo assim, não desistiu. Iniciou, então, o curso sobre cultivo de verduras. “Na hora pensei: tenho terras onde posso plantar e vou, finalmente, poder ficar com minha família, já que passei 20 anos longe deles”, lembra. “Naquela época, ninguém plantava verduras no município. Todos tinham que ir até as cidades vizinhas para comprar.” Foi a partir daí que Camini iniciou seu empreendimento como verdureiro e que perdura até hoje.

Sem utilizar produtos químicos, o produtor cultiva alface, almeirão e repolho, vendendo em torno de mil mudas por mês. Hoje, conta com duas composteiras feitas por ele e com uma plantação de três mil metros quadrados. Com uma experiência de mais de dez anos e bons resultados com a atividade agrícola, outra alternativa de diversificação implantada com muito sucesso é a produção de vassouras – ele vende em torno de 150 unidades por ano.

Dedicação

Quatro anos atrás, Camini teve um derrame hemorrágico. “A receita que o médico me deu foi para continuar trabalhando. Assim, ocupava minha cabeça. Hoje eu me sinto muito bem”, destaca. Aos 75 anos, o aposentado não parou de trabalhar, nem pretende. Até hoje confecciona os chinelos de pneus que aprendeu a fazer com 10 anos de idade. A esposa Doralice também ajuda na comercialização. “O dinheiro arrecadado nas vendas fica todo com Doralice e depois vai para o caixa da família complementar a renda”, orgulha-se o produtor.

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