Produção de trigo cresce na região, mas cultura sofre no RS com o clima

A projeção para esta safra de trigo na região é que a cultura ocupe 2.052 hectares, com uma produtividade que deverá ficar próxima de 2.572 quilos por hectare. O montante é 429 quilos a mais que a média da cultura registrada nos últimos cinco anos – 2.143 quilos por hectare. Os municípios que mais se destacam no plantio de trigo em maior área são Estrela, Cruzeiro do Sul e Roca Sales.

Segundo dados levantados pela Emater/RS-Ascar, em diversas regiões produtoras de trigo no Rio Grande do Sul a cultura tem sido prejudicada pela instabilidade climática durante boa parte do seu ciclo, principalmente a partir do estádio de floração até os dias atuais. Em regiões importantes de produção, como Missões, Fronteira Noroeste e Noroeste Colonial, um expressivo percentual de lavouras (40%) apresenta espiguetas atacadas por doenças fúngicas de difícil controle (brusone e giberela), embora os produtores tivessem realizado os controles preconizados de forma preventiva.

As primeiras lavouras colhidas nessas regiões apresentaram produtividade regular, e produto ainda com valor comercial. Porém, à medida que a colheita avança, as lavouras apresentam-se mais prejudicadas, e o produto colhido tem sido de baixa qualidade.

No Vale do Taquari, com o que a área técnica observa, estes prejuízos são menos expressivos, destaca agrônomo do escritório regional da Emater/RS-Ascar, Alano Tonin. Ele comenta, no entanto, que as principais doenças que se manifestaram durante o desenvolvimento foram as machas foliares e a ferrugem, que foram controladas com produtos fúngicos. Durante a formação dos grãos, houve incidência de giberela, carvão e a permanência da ferrugem. Mesmo assim, houve maior produtividade por hectare.

Estocagem

Uma das unidades regionais de estocagem do produto é a Cooperativa Regional dos Vales (Cooperval), estabelecida em Linha Primavera, Cruzeiro do Sul. Por lá, o recebimento da safra iniciou-se em outubro e intensificou-se esta semana. Segundo informações do engenheiro agrícola e gerente operacional da cooperativa, Paulo Vicente, até agora deram entrada cerca de 12 mil sacas, o que representa ao redor de 20% do volume que deverá ser estocado nesta safra.

Prestação de serviços

Ao entregar o resultado de sua produção à Cooperativa Rural dos Vales (Cooperval), o agricultor tem à disposição duas modalidades: a de estocagem do produto, mediante o pagamento de serviços prestados (recebimento, limpeza, armazenagem, expedição, e se necessário, o expurgo); ou a comercialização do produto para a cooperativa, que depois de fazer a classificação do trigo, o repassa para os moinhos da região. A cobrança por serviços prestados é variável, de acordo com as condições de umidade em que o cereal é entregue, comenta Vicente. Os vales do Taquari e Rio Pardo é que fornecem o insumo para a unidade regional de captação.

Basicamente, ele é dividido em duas categorias: aquele que tem acima de 78 hectolitros, está apto para panificação; os grãos que estiverem abaixo desta indicação de qualidade, são destinados para fabricação de rações, embora também forneça matéria-prima para pão. Antes da entrega, amostras do produto são enviadas para os moinhos interessados, onde, após, o trigo se transforma em alimento humano.

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