Primeira terneira do Projeto Transferência de Embriões nasce em Roca Sales

Nasceu no dia 5 de janeiro o primeiro produto do projeto de Transferência de Embriões (TE) da Dália Alimentos. A receptora (barriga-de-aluguel) foi a novilha nº 12 da Granja Piccinini, de Roca Sales, que pariu a primeira terneira fruto de mais um projeto inovador da cooperativa.

A iniciativa começou em janeiro de 2013 com a seleção de animais geneticamente superiores para serem os doadores dos embriões. Durante o ano foram transferidos 77 embriões, resultando em 32 receptoras prenhes. As taxas de prenhez ficaram em torno de 52% em novilhas e 28% em vacas, com 93% de fêmeas.

De acordo com a médica veterinária e coordenadora do projeto, Vanessa Calderaro Dalcin, somente neste ano já foram contabilizadas 20 receptoras sincronizadas para receber embriões. “As perspectivas são boas, esperamos um aumento de mais de 100% nas inovulações em 2014”, considera.

Para este mês de janeiro, a equipe aguarda outros cinco nascimentos. “A partir disso, os associados ficam mais confiantes neste projeto idealizado pela Dália Alimentos, que é uma inovação na região”, acredita Vanessa.

Os próximos nascimentos deverão ocorrer em propriedades nos municípios de Vale do Sol, Candelária e Encantado. Em fevereiro Anta Gorda e Putinga devem registrar frutos da transferência bem sucedida.

O projeto

O Projeto Transferência de Embriões visa o melhoramento genético do rebanho dos associados, aumentando o potencial produtivo dos animais e o volume de leite entregue à cooperativa. Tudo isso, devido à capacidade de produção de leite de uma vaca ser influenciada pelo seu potencial genético e pelo ambiente e manejo ao qual está exposta.

Vanessa conta que a iniciativa originou-se da necessidade de promover o melhoramento genético dos animais de maneira rápida e eficiente. “A partir da transferência de embriões, o associado pode ter uma vaca de boa genética e com alta produção em um curto período de tempo, processo esse que poderia levar várias gerações, em torno de 12 a 20 anos, caso fosse utilizado somente o melhoramento genético através da inseminação artificial”, explica.

A melhoria da produtividade dos animais gera aumento de renda na propriedade e, consequentemente, o desenvolvimento econômico dos associados. A veterinária detalha que a transferência de embriões é uma técnica pela qual são produzidos embriões através da fertilização “in vitro”, de uma fêmea chamada doadora e transferidos para outra fêmea denominada receptora, que servirá como “barriga-de-aluguel” durante a prenhez.

As doadoras são selecionadas no rebanho dos associados que realizam, mensalmente, o controle leiteiro oficial das associações de raça. “Essas vacas apresentam excelente produção leiteira, acima de 12 mil litros em 305 dias, aliadas a outras características importantes como longevidade, fertilidade e boa conformação corporal”, comenta.

As principais propriedades doadoras de genética do projeto são as dos associados Lidenor Giliotto, de Serafina Corrêa; e Adair Baggio, de Guaporé.

O processo

Os óvulos das doadoras são coletados e fertilizados em laboratório, no sistema “in vitro”. Em torno de sete dias após a fertilização, o embrião está pronto para ser transferido. As receptoras são selecionadas dentro do rebanho dos associados interessados em adquirir essa tecnologia.

São utilizadas, principalmente, novilhas com boa condição corporal e sadias, todas com testes negativos de brucelose e tuberculose e vacinações para doenças reprodutivas. Este animal, por sua vez, é submetido ao exame ginecológico completo e a um protocolo de sincronização de cio para que esteja apto a receber o embrião no dia programado.

“A proposta vem sendo bem aceita pelos associados, pois além de adquirir excelente material genético, somente pagam pela receptora que estiver prenhe aos 90 dias, após a transferência do embrião e com garantia de nascimento de fêmea”, esclarece a veterinária.

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