Previsão de crescimento embasa ambicioso projeto de ampliação do Salgado Filho

 “A concessão durará 25 anos. Nos sentimos parte da comunidade gaúcha. Temos 26 meses para entregar os primeiros resultados. Vamos investir 1,5 bilhão de reais na nova estrutura neste primeiro momento. A Fraport tem a confiança de que o planejamento dará certo, e que, junto com o Rio Grande do Sul, vamos crescer ainda mais.” A afirmação foi feita pelo gerente executivo de Assuntos Corporativos da Fraport Brasil, Andreas Montag, que palestrou na reunião-almoço (RA) desta quarta-feira (23.05) promovida pela Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil). A exposição, intitulada “Case Fraport: investimentos em infraestrutura de longo prazo”, teve a presença de cerca de 80 lideranças empresariais, comunitárias e políticas.

No evento, o palestrante apresentou o case da empresa alemã Fraport, investidora de longo prazo na modernização do Aeroporto Salgado Filho, de Porto Alegre.

 

Fraport

A Fraport possui a concessão de 30 aeroportos espalhados pelo mundo. Os mais recentes adquiridos através de leilão, ano passado, foram no Brasil, os aeroportos de Fortaleza e Porto Alegre.

Para obter a concessão, a Fraport assumiu o compromisso de investir R$ 600 milhões no terminal gaúcho, arrematado por R$ 382 milhões em março de 2017. Porém, a projeção atual de investimento da empresa já é de R$ 1,5 bilhão.

De acordo com o palestrante, o objetivo das melhorias no aeroporto é estimular o crescimento de tráfego o máximo possível, em linha com a demanda de mercado, e oferecer um serviço de ponta a todos os clientes (passageiros e companhias aéreas). Isso significa, principalmente, preservar a infraestrutura em boa forma e expandi-la quando necessário.

 

Porto Alegre

No aeroporto de Porto Alegre, atualmente, tem circulação de oito milhões de passageiros por ano. A projeção até o final da concessão é de que esse número chegue a 22 milhões.

O palestrante conta que a maior linha aérea, no momento, é a Azul, seguida de Gol e Tam. Quanto aos destinos, revela que 90% são para São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Montag afirma que esse dado mostra uma realidade do sistema aéreo, pois a grande maioria dos passageiros é “obrigada” a fazer conexão nestes estados em suas viagens ao exterior.

“Isso é uma das coisas que queremos mudar. Achamos que o aeroporto tem a capacidade e a demanda de fazer voos diretos, mas isso ainda demorará alguns meses para se realizar,” explica Montag.

 

Mudanças

Grandes e visíveis mudanças irão acontecer no aeroporto. Desde janeiro realizando investimentos, Montag conta que as primeiras mudanças realizadas foram em projetos rápidos como, por exemplo, melhoria na sinalização e iluminação, instalação de wi-fi com velocidade adequada, aperfeiçoamento do serviço de limpeza, entre outros.

Nos próximos 26 meses, o projeto de mudanças consiste no investimento na infraestrutura do terminal e da pista de pouso e decolagem, e na segurança para adequar a infraestrutura existente às regulamentações internacionais.

Além disso, estão previstas: atualização das pistas de rolamento; reforma de drenagem nas pistas de rolamento; novos hangares de aviões; terraplanagem e tratamento geotécnico; novo sistema macro de drenagem; vias de serviço e cercas operacionais e novas estações de bombeamento, entre outros.

 

Mercados

Montag afirma que a empresa olha para três mercados principais, os passageiros, cargas aéreas e o desenvolvimento comercial. “Com a nossa operação, vamos aumentar o nível de serviços, acelerar os processos, diminuir os postos operacionais para ser mais eficiente, junto com a nova estrutura que vamos disponibilizar. Queremos pegar todo esse mercado para cuidar que esse investimento seja o melhor possível. E que, ao mesmo tempo, isso signifique benefícios também para a cidade e região. O que iremos fazer é aumentar o nível de serviço, diminuir o tempo de viagens, aumentar o espaço, atrair lojas e restaurantes para criar uma oferta de comércio melhor. Vamos mudar a cara do aeroporto, deixando-o com um formato mais internacional”, finalizou Montag.

Após sua apresentação, o palestrante, acompanhado da presidente da Acil, Aline Eggers Bagatini, e do presidente da Câmara Brasileira de Logística e Infraestrutura, Paulo Menzel, respondeu às perguntas dos participantes.

 

Realização

As RA de 2018 da Acil têm o apoio de Bebidas Fruki, BRDE, Dalva Pohren Serviços Contábeis, Excellence Garçons, Invictos Ar Condicionados e Refrigeração, Lyall Construtora e Incorporadora, MSommer, Olicenter, Planus Arquitetura e Sicoob Meridional.

Fonte Assessoria de imprensa Acil

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