Presidente Executivo da Dália integra encontro no maior laboratório veterinário do mundo

No período de 7 a 11 de julho, o presidente Executivo da Dália Alimentos, Carlos Alberto de Figueiredo Freitas, esteve nos Estados Unidos a convite da Zoetis Global. Na pauta da viagem constaram palestras, debates e visita a centros de pesquisa e desenvolvimento da maior fabricante de medicamentos e vacinas para a linha veterinária.

Além de Freitas, também integraram a viagem representantes de empresas e cooperativas ligadas ao ramo da suinocultura no Brasil – além da Dália Alimentos, BRF, Alibem, Frimesa, Lar e Primatus; e outras da Argentina e da Colômbia. O objetivo foi compartilhar dados da equipe de Pesquisa e Desenvolvimento da Zoetis Global, abrangendo tendências globais, projetos em desenvolvimento e novos desafios sanitários, além de visita ao centro de pesquisa e à fábrica de vacinas.

O ponto de partida foi a cidade de Kalamazoo, no estado de Michigan, onde houve apresentação da visão geral e do compromisso com veterinários de suínos, produtores e consumidores; explanação de tópicos gerais da indústria de suínos, tendências globais, mudanças e oportunidades; perspectivas dos clientes e discussão de potenciais áreas de colaboração.

Entre os debates, segundo Freitas, estiveram assuntos de grande importância para o setor suinícola mundial, pautados no surgimento de novas doenças. “Ouvimos a opinião de profissionais, de como a produção animal vai se comportar nos próximos anos, problemas que podem ser transformados e estudos”, disse.

Os profissionais da Zoetis falaram, ainda, a respeito de problemas sanitários e abriram ao grupo depoimentos para a explanação do que cada um acredita ser preciso fazer para incrementar a pesquisa. “Foi um debate bastante produtivo, pois é possível ter conhecimento do que está acontecendo na produção animal e dos rumos a serem seguidos”, avalia.

Visita à fábrica de vacinas da Zoetis

Na cidade de Lincoln, no estado de Nebraska, onde está localizada a fábrica de vacinas da Zoetis, foi possível conhecer as pesquisas e debater sobre a questão sanidade.

De acordo com Freitas, entre as conclusões, após a participação no evento, está a existência da preocupação quanto à utilização de antibióticos. “Deverá ser usado restritamente em casos de surtos de doenças. Consequentemente, as empresas terão que aperfeiçoar os métodos de biossegurança, pois o consumidor não quer consumir alimentos com resíduos de antibióticos.”

Para ele, ficou entendido, mais uma vez, que a biossegurança é a palavra-chave para prevenir as doenças. “O foco está na prevenção e não no tratamento, pois criação de animais não combina com doenças.”

Ele destaca, neste sentido, que países com maior concentração de produção animal possuem focos de diferentes doenças. Neste momento, a PED, um vírus que causa diarreia suína, está atacando leitões e, em alguns casos, ocasionando a morte de 100% dos animais. A doença já atingiu a Ásia e agora assola países norte-americanos como os Estados Unidos, o Canadá e o México. O Brasil, por enquanto, está livre do vírus.

Entretanto, Freitas observa que o abate no Brasil é de 45 milhões de suínos e que em apenas um ano a PED já causou a morte de 52 milhões de leitões nos países que atingiu. “Este é um dos fatores que podem fazer com que frigoríficos fechem. Os Estados Unidos, que é o maior exportador do mundo, está reduzindo a produção de carne suína em função dessa virose.”

Morosidade

Por isso, o presidente considera que a prevenção ideal seria impedir a entrada de suínos vivos, sêmen e farinha de plasma de suínos. “A cadeia suinícola pede essa proibição, mas o Ministério da Agricultura não concorda, pois garante que tem controle sobre a doença. A impressão que fica para nós, que atuamos com programas de suinocultura, é de que quem nos defende é a própria natureza e não o homem.”

Neste sentido de tratamento, foram discutidas, ainda, as dificuldades para atender as empresas brasileiras na mesma velocidade de outros países em função da burocracia. Para o animal, um antibiótico leva de 8 a 12 anos para ser elaborado, depois mais cinco anos para poder entrar no Brasil e ser administrado. Enquanto isso, nos Estados Unidos o processo é de apenas três anos. “As empresas brasileiras sempre terão perda de competitividade. Esse é o custo que pagamos em função da burocracia.”

Na prática

No retorno, Freitas reuniu-se com a gerência da Divisão Produção Agropecuária (DPA) para repassar tópicos resultantes da viagem. A ideia é planejar novas ações, metodologias, controles e diagnósticos a fim de aperfeiçoar o trabalho e compartilhar o conhecimento aplicando a teoria na prática. “Foi uma semana de imersão sobre assuntos relacionados ao controle de problemas sanitários.”

Freitas elogiou o grau de qualificação de toda a equipe Zoetis, inclusive a do Brasil, e disse que a empresa estimula e realiza projetos de pesquisa de ponta, visando à sanidade dos animais e ao sucesso do agronegócio. “Tudo torna-se objeto de estudo”, pontua.

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