Preço da arroba registra aumento de 12,8%

Apesar da maioria dos fumicultores estocar o produto nos galpões à espera de melhores preços, quem vendeu está satisfeito com o valor pago pela indústria. A cotação média alcançada por quilo registra aumento de até 12,8% se comparado com os valores praticados na safra passada.

A estimativa tem com base a pesquisa semanal realizada pela Afubra com os fumicultores que já comercializaram parte da produção. As notas fiscais mostram que as empresas pagam, em média, R$ 8,47 pelo quilo da variedade Virgínia. No ciclo anterior, o preço médio era de apenas R$ 7,51.

Segundo o gerente de pesquisa e estatística da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Paulo Vicente Ogliari, o montante entregue à indústria nos três estados do Sul chega a 10%. Quanto ao percentual de aumento, diz que as empresas praticam os valores apresentados nas reuniões, na base de 6%.

O presidente Benício Werner orienta o produtor a segurar o produto nas propriedades e somente proceder a venda quando o orientador assegurar a compra dentro das classes definidas pelo próprio fumicultor. Aconselha a venda apenas para quitar dívidas relativas ao plantio.

Em função das adversidades meteorológicas registradas neste ciclo, a oferta de tabaco deve reduzir em até 2,5%. O principal motivo foram os dados causados pelas chuvas de granizo que atingiram 29.768 lavouras. O calor excessivo prejudicou a qualidade da folha durante a secagem.

Com isso a Afubra estima que a Região Sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) colha 702 mil toneladas, ante as 720 mil projetadas. Neste ciclo foram plantados 319 mil hectares de tabaco na safra 2013/14 que envolve 162 mil famílias produtoras integradas.

Pagamento pela qualidade

O fumicultor Pedro Luis Müller, de Cruzeiro do Sul, enfardou cerca de 50 arrobas de fumo para vender na próxima segunda-feira. Com a média acima de R$ 130, conseguida pelos vizinhos nas últimas semanas, espera obter a mesma valorização.

Cita a melhora na classificação do produto nas esteiras. “Não adianta aumentar o preço e comprar abaixo da classe. O valor deve ser estipulado pela qualidade.”

Neste ciclo a família cultivou 20 mil pés, cujo rendimento deve atingir 220 arrobas. A média conseguida na safra passada pelo quilo ficou em R$ 7,06. O cultivo iniciou há quatro anos, depois do preço da caixa de aipim chegar a R$ 5. “Com o fumo o nosso lucro por hectare quadruplicou.” Com isso a área destinada à raiz foi reduzida de seis para dois hectares.

Cotações

BO1 – R$ 138,30 a arroba
BO2 – R$ 119,27 a arroba
TO1 – R$ 131,97 a arroba
CO1 – R$ 133,03 a arroba
XO1 – R$ 116,54 a arroba

Aplicado reajuste de 6% oferecido pelas indústrias
* arroba – 15 quilos

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