Planejamento e preparação, essenciais para trabalhar com o mercado externo

A CIC Teutônia promoveu, na última quinta-feira, dia 12,  mais uma edição do seu tradicional Almoço Empresarial. Tendo por local o Restaurante Paladar, no Bairro Languiru, o tema central destacou “Relações econômicas do Rio Grande do Sul com a Alemanha – desafios e oportunidades”, que abordou a atual situação econômica e as estratégias de internacionalização das empresas, culminando com a atuação da Câmara Brasil-Alemanha como entidade bilateral. O palestrante foi o diretor executivo da entidade sediada em Porto Alegre, Valmor Kerber.

Valorização nacional

Kerber foi enfático: “o Brasil é um país enorme, com uma economia que cresceu muito nos últimos anos, mas não nos comportamos como tal”. Para ele, as empresas que saíram fortalecidas das recentes crises econômicas mundiais só o conseguiram por terem se adaptado à nova realidade do mercado de negócios. “As empresas precisam planejar e se preparar para trabalhar com o mercado internacional, principalmente em se tratando da Alemanha”, afirmou.

O executivo frisou que no Rio Grande do Sul, o Vale do Taquari possui grandes vantagens para buscar negociações com a Alemanha. “Existe a identificação e o respeito cultural, o que é primordial e oferece vantagens. Além disso, é fundamental que se cumpram prazos. Quando não conseguir atender o que o comprador alemão deseja, o empresário precisa saber dizer não, e não criar falsas expectativas. Para o empresário alemão, o ‘talvez’ pode representar 70% de possibilidade. É necessária seriedade, objetividade e sinceridade.”

No geral, Kerber classificou o Estado como negociador em potencial com o mercado europeu. “O Rio Grande do Sul possui identificação cultural com a Europa, uma vez que 25% da população possui origem alemã e 21% italiana. As empresas precisam fazer valer essa vantagem competitiva e saber diferenciar a negociação com a Alemanha da de outros países como o Japão, a China e a Rússia.”

Internet

O palestrante apresentou a internet como facilitador em negociações, mas com ressalvas: “não se faz negócio internacional sem aperto de mão e olho no olho. A internet é uma grande ferramenta, mas negociações se fazem com mais que agilidade, tudo passa pela confiança.”

Kerber também apresentou algumas críticas. Para ele, o Brasil ainda faz muita coisa no improviso. “Se queremos participar do mercado internacional, precisamos nos adaptar às suas exigências. Temos um longo caminho pela frente, as empresas precisam aprender a se organizar e saber trabalhar mais em conjunto, olhar juntas para uma mesma direção”, concluiu.

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